terça-feira, 23 de junho de 2015

Sabrina...e Alberto?

Capítulo 13

Dando de ombros, Alberto não quis discutir sobre o assunto. Só estranhava o fato da esposa aparentar não ter percebido as secadas que recebera da tal moça. E olha que não era de se jogar fora, pensou, uma femme fatale, parecia ser do tipo bastante determinada. E perigosa. Ah, que isso, Alberto, o que você está pensando, você tem a Mel, e você a ama. Fim de papo. Interrompendo seus pensamentos, Melissa perguntou se poderiam ir embora. Ah, ok, amor, gostaria de esticar um pouco mais, em outro canto? Hoje, tenho a tarde toda livre. Que tal aproveitar para namorar um pouco, hein? O Marinho só vem para casa mais tarde, mesmo. Que tal? Ah, danadinho, então era essa a sua intenção, hoje? Me levar a um restaurante, me fazer passar uma tarde agradável, me fazer relaxar, só para depois abusar desse meu corpinho? Você não tem jeito mesmo, Alberto! Ah, droga, você leu meus pensamentos, foi? Puxa, assim terei que me policiar mais, hahaha. Bobo! Bom, já que TEMOS a tarde livre, é, poderíamos realmente namorar um pouco sim. Mas, não lá em casa, mas sim, em outro lugar. Ah, então, já sei onde posso te levar. Tem um motel novo, e pela propaganda parece de muito bom gosto, e pelas fotos, o lugar é requintado, espelho no teto, nas paredes, hidromassagem...Pára tudo, você realmente já tinha planejado isto, não é? Confesse!! Haha, você me pegou novamente, é isto mesmo. Hehe. Vamos então? Sim, podemos ir. A conta!
Passaram uma tarde agradável juntos no motel, e realmente Melissa achou o lugar maravilhoso, requintado, de muito bom gosto. Realmente, Alberto sabia como agradá-la. Saindo dali, voltaram para casa, e então então ele sugeriu que ela ficasse em casa, pois iria buscar Marinho na escola. Ah, por mim, tudo bem? Mas, por quê? Existe algo que só vocês podem conversar em segredo, hein, hein? Ah, não não, só quero um dia pegar meu filhão, não posso? Bobo! Claro que pode, estou brincando. Vou lá, então, nos vemos mais tarde. Me dê cá um beijo? Um só? Boba!
Indo buscar o filho, no caminho, avistou a secretária Sabrina passeando por ali. Olha só quem está ali, pensou. Vendo-a acenar, encostou o carro. Olá, boa tarde, como vai? Eu estou muito bem, e você? Ah, senhor Alberto, é isso? Isso mesmo, que boa memória...ah, posso te chamar de Sabrina? Claro. Mas, na verdade, não tenho tão boa memória, é só quando o assunto me interessa...Enfim, o que faz por aqui um homem tão bonito sozinho? Sua esposa não liga de te deixar sozinho por aí, dando sopa? Haha, obrigado pela parte que me toca. Na verdade, estou indo buscar meu filho na escola agora. Humm, deve ser tão bonito quanto o pai. Ah, bonitão ele é, mas na verdade, puxou mais à mãe. E você, por que está sozinha...ah verdade, seu acompanhante tinha um compromisso agora à tarde. Sim, um ensaio, mas a propósito, ele não é meu acompanhante. Somos amigos de infância, e volta e meio, estamos juntos em almoços. Humm, desculpe perguntar, mas nunca te vi em fotos de paparazzi com ele. Ah, acontece que só nos encontramos em lugares requintados, onde não há a mínima possibilidade de sermos fotografados juntos...Ah, agora entendi, desculpe pela indiscrição. Ah, tudo bem. Vish, droga, tenho que ir, senão Marinho fica doido lá esperando que o busquem, sabe como é, essa molecada de hoje é impaciente. Ah, Alberto, gostaria imensamente de conversarmos mais. Ah, mas o senhor é casado, que pena...Ora, mas não tem problema algum. Sou casado, mas tenho liberdade suficiente para conversar com quem quiser, assim como Melissa também tem. Se quiser, mais tarde, amanhã podemos nos encontrar em uma lanchonete. Aliás, que tal, aquela lanchonete ali, mais acolá? Nove horas, tudo bem? Por mim tudo bem, até amanhã, então. Alberto. Até. Sabrina.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Miguel Rosa

Capítulo 12

Alberto olhou admirado pra moça e tal não passou desapercebido pela esposa. Nossa, não havia percebido, a secretária é realmente uma linda moça. Não acha, amor? Ah sim, claro. Com certeza, esse ator só deve sair com mulheres bonitas, deve fazer parte da profissão ou algo assim. Quer ir à mesa deles? Não, tá maluco? Melhor ficar por aqui, além do mais, mal a conheço, não iria caber bem...
Assim que avistou o casal, Sabrina por si própria resolveu ir cumprimentá-los. Ora, mas que coincidência, Sra. Melissa. Ah, por favor, não me chame de senhora, estamos em um ambiente informal. Ah sim, desculpe, é força do hábito. E este jovem senhor é seu esposo, presumo. Prazer, meu nome é Sabrina. Ah prazer, Alberto. Não, o prazer é todo meu - replicou Sabrina olhando maliciosamente os ombros largos do homem à sua frente. E a propósito, claro que conhecem Miguel Rosa, que estrelou uma peça recentemente com grande sucesso. Ora, nem tanto sucesso assim, apenas tive sorte de um grande crítico estar presente e ele ter gostado, só isso. Mas quanta modéstia, Miguel. Em revistas sempre dizem que você é um talento sem igual e que vai longe. Ah, quem me dera, ainda há muito caminho pela frente. A propósito, Alberto, poderíamos acompanhá-los no almoço, se não houver problemas? Ah, por mim tudo bem, e você, querida? Ah, para mim seria uma honra na verdade, estar acompanhada de tal celebridade. Maitre, por favor mais deste maravilhoso vinho.
O almoço transcorreu sem problemas e os dois homens conversavam amigavelmente, enquanto Alberto era discretamente observado por Sabrina. Ah, Melissa, está uma tarde tão agradável, não eh mesmo? Sim, concordo contigo. Está um dia bem ameno hoje. Sim, excelente para uma piscina; Miguel e eu mais tarde iremos no clube Boa Graça. Que tal dar um pulinho lá depois? Ao ouvir a palavra "piscina", instantaneamente Alberto imaginou Sabrina de maiô e sua reação com o pensamento foi captado por ambas. Ah melhor não, tenho muitos compromissos para hoje e infelizmente terei de recusar. É mesmo, que pena? Ah, deu a minha hora já, tenho que ensaiar para mais uma apresentação. Senhor Alberto, tome meu cartão, seria um prazer voltarmos a bater outro papo tão amigável. Ah, digo o mesmo, senhor Miguel. Fique com um cartão meu também, e quem sabe futuramente não possamos tratar de negócios? Pode ser...ok, vamos Sabrina? Ah, não vamos mais pro clube? Magoei... Bom, foi um prazer ter a companhia de vocês esta tarde. Que isso, o prazer foi nosso. Melissa, nos vemos na clínica então. Até! Até!
O casal à mesa....Sujeitinho formidável este, e pelo visto eles estão bem entrosados. Não me surpreenderia nada se ela fosse a sua mais recente conquista. Não concorda, querida? Ah sim, porém só que não, não foi bem assim que notei. Inclusive, creio que nenhum deles está a fim um do outro. Mas amor, como pode ter certeza disso? Alberto do céu, você realmente não notou que o homem não tirava os olhos de você por um segundo sequer?

sábado, 13 de junho de 2015

Chateauneuf Du Pape

Capítulo 11

Melissa e Sabrina. Amigas inseparáveis. Lindas, cada uma à sua forma. Mulheres de parar o trânsito. Jovens, só queriam curtir a vida, sem pensar no amanhã...
Mas você simplesmente é fogo, já foi logo pegando o doutor, hein? Ué, mas pra que perder tempo? Nessa vida estamos aqui para curtir o momento, é vapt-vupt. Mas olha que ele não foi dos piores. Até que deu pra curtir. Mas e você, Madre Teresa, vai ficar mesmo só no jejum? Cuidado, senão, logo vai ter teia de aranha... Kkkkk, cala boca, sua vaca, eu tô de boa, por enquanto, meu lance é curtir sem necessariamente sair pegando aleatoriamente. E sou exigente, não pego qualquer um. Ah, então tá. Melhor deixar quieto, senão você me escalpela, haha. Ah, estou morrendo de calor. Vamos daqui pra um clube com piscina? Ih, não vai dar, lembrei que tenho que fazer uma coisa urgente agora, depois a gente se fala. Beijinho, amiga. Beijinho, Teresa. Ops, Melissa. Ah, sua vaca!!
Saindo dali, de fato pressentia que precisava fazer algo, mas não sabia o quê, exatamente. Do nada, uma dor de cabeça...desgrama, de novo. Ah, que eu vim fazer aqui? Vixe, é mesmo, fiquei de almoçar com o Alberto hoje e já tava esquecendo. Bora ir pra casa me arrumar, pois quero estar bem bonitona para acompanhar meu gato. E lá se foi para casa se arrumar.
Saindo de casa, pegou a bolsa e deu uma olhada rápida no espelho. Que mulherão! Enfim, rumou ao restaurante. Era um lugar requintado e fino. O ambiente era agradável e muito requintado. Um senhor restaurante! Além da ótima atmosfera, a música ambiente era de primeira. Nada dessas frescuras modernas, mas sim muitos clássicos da MPB. Chegou ao local e encontrou Alberto que já esperava a algum tempo. Amor, mas que gata! Desse jeito, vou me apaixonar novamente. Mas esse é o intuito, seu tolo, haha. Então, sentiu saudades de mim? Ah e como. Mas, vamos pedir? Estou morrendo de fome. Ah, pode ser, também estou morrendo de fome. Maitre, por favor. Ó, pois não, senhor Alberto, é sempre um prazer atendê-lo. Serviram-se de algumas porções enquanto bebericavam vinho. Pinchard Chateauneuf Du Pape 2011. Realmente, um excelente vinho francês.

De repente, erguendo os olhos, Alberto percebeu um belo casal que acabara de chegar. Olha, amor, esse homem não é aquele ator famoso de teatro, que você comentou outro dia? Sim, é ele mesmo. E claro que está acompanhado e bem acompanhado, diga-se de passagem. Opa, espera aí, estou reconhecendo a moça. Mas, é a secretária que me atendeu na clínica. A secretária do Dr. Jorge? A que você disse se chamar Sabrina?

terça-feira, 2 de junho de 2015

Aqueles olhos...

Capítulo 10

De manhã, Melissa foi atender o telefone e eis que era a secretária do doutor Jorge querendo confirmar se dali  a uma semana, poderia marcar uma nova consulta. Bom, pode ser então. Fica marcado então. Obrigada pela deferência. Não há de quê, minha senhora.
Ao desligar o telefone, ela não pode evitar pensar o quanto aquela secretária era bonita. Parecia uma modelo. E o doutor, então? Um gato. Jeitão másculo, olhar sério e concentrado, parecia ser uma pessoa interessada (e interessante também). Quem sabe até a secretária bonitona não fosse sua amante? Há de tudo nesse mundo mesmo. Mas, ao mesmo tempo, sentiu um arrepio quando pensou nos olhos do doutor. Não sei porque mas aqueles olhos me evocam algo do passado...De fato, são lindos olhos, mas tão tristes, até parece que carrega uma grande tristeza...

Imediatamente, sentiu uma forte dor de cabeça. Levantou-se, e resolveu que iria à rua. Ah, preciso ver aquela vaca da Sabrina. Esse horário, se não estiver na academia, deve estar no shopping. Bora procurá-la. A rua estava apinhada de pessoas, cada uma absorta em seus pensamentos. E os grupos. Jovens a um canto riam ruidosamente, e em suas mãos os benditos smartphones. Com certeza, viram algum vídeo no whatsapp. Em alguns instantes, encontrou a amiga. Ah, Mel, como tem passado? Tá melhor das suas crises? Menina, nem fui ao médico, você sabe que eu não gosto muito. Ah! Já eu, em compensação, estou voltando agora mesmo de uma clínica. Ai, o que você tem, algum problema? Está doente?? Não, não, eu disse que vim do médico, mas não foi bem para me tratar e sim ser bem tratada. Sabe aquele médico gato de que te falei outro dia? Sei, um tal de doutor Jorge, se não me engano. É, esse mesmo. Hmm, vou lá só pra conferir o material, não é? Ele realmente é um pão, como dizem? Ah, mas você acha realmente que eu iria lá só para conferir o produto sem mesmo tirar uma amostra?

quarta-feira, 27 de maio de 2015

No consultório...

Capítulo 9

Finalmente deu certo de Melissa ir na consulta com o Dr. Jorge. Passaram-se cerca de cinco dias desde a primeira tentativa, e nesse ínterim, Melissa teve algumas crises de dor de cabeça, e também em um de seus pesadelos frequentes, gritou por Sabrina em um e em outro pela mãe. Alberto ficou preocupado, ainda mais que sempre soube que a esposa passava por problemas, mas sempre achou que podia contornar a situação, mas ultimamente a esposa parecia pior. E também "Sabrina", quem seria? Mas, como ele não era de ficar pensando muito, achou que tudo se resolveria na consulta, aliás, isso seria o início...
Assim que adentrou a clínica, Melissa observou que era um lugar muito bonito e de bom gosto. Logo pensou, de fato esse doutor Jorge deve ser um homem muito refinado. Mas, foco, estou aqui para que seja resolvido meu problema, seja ele qual for. Boa tarde, tenho consulta marcada com o Dr. Jorge Mendes. Ah sim, você deve ser a senhora Melissa Ramos. Aguarde somente um pouco, que o doutor já irá atendê-la.
Passados cerca de cinco minutos, finalmente o doutor mandou que ela entrasse.
Olá, sou o doutor Jorge, em que poderia ajudar tão formosa moça? Boa tarde, doutor, meu nome é Melissa e sofro de constantes crises de dor de cabeça. Certo. Há quanto tempo, sente essas dores? Doutor, muito tempo já, acho que desde a adolescência. Hmmm, e nunca procurou antes um especialista? Ah, vou confessar que não sou muito de ir a médicos e também sempre acreditei que isso iria passar com o tempo. Certo. Você mencionou dores de cabeça: qual a frequência destas? Aproveitando o ensejo, são somente estes os sintomas que sente? Ah, doutor, para dizer a verdade, essas dores não tem uma frequência definidida, aparecem do nada. E também, tenho tido uns pesadelos estranhos ultimamente. No último que tive, sonhei que estava me afogando...brrr, temo só de me lembrar disto. Ok, dona Melissa. Não, doutor, por favor, me chame somente pelo nome. Está bem. Melissa, sendo a primeira consulta ainda não tenho ideia do que se trata, mas tenho certeza que ao longo do tratamento, descobriremos e trataremos do seu problema. O que você me diz? Certo, doutor, mesmo que seja a primeira consulta, o senhor já me inspirou confiança. Ok, marcarei mais uma consulta então. Até mais, doutor Jorge. Até a próxima consulta, então, Melissa.
Naquela noite, mais tarde....

Amor, como foi a consulta? Ah, Alberto, ainda está cedo, por ser a primeira consulta, mas acredito que com o tempo, tudo dará certo e eu ficarei bem. Claro, meu amor, tomara que sim. Agora, que tal, deixarmos de conversa e ir lá em cima descansar um pouco? Descansar, você diz? Estou mais para exercícios físicos, do que propriamente descanso, se é que você me entende. Haha, vamos lá então. A propósito, esqueci de mencionar, a secretária ligou desmarcando a consulta de amanhã, pois o doutor terá que viajar por alguns dias. Ah, sim. E outra coisa, ela mandou lembranças. Ah, que gentil da parte dela. Ah, como é mesmo o nome dela? Ah sim, Sabrina.

domingo, 24 de maio de 2015

Hummm....Sabrina...

Capítulo 8

Abraçando a amiga, Melissa, estava toda sorridente. Afinal, não a via fazia dias. Ops, ou será que não eram só dois dias? Enfim, isso não importava naquele momento. Mas, Sah, sua vaca, por onde andava? Não havíamos marcado de nos encontrar na academia? Ué, não marcamos nada. E aliás, não fui na academia esses dias. Eu estava fazendo exercícios com um personal trainer lindo e muito do talentoso. Ah, sei bem que tipos de exercícios eram esses que você estava fazendo. Apesar que você com esse corpão todo aí, nem precisa muito de exercícios...Ah, bondade sua, Mel, você que é toda gostosa e tal. E aliás, que tal irmos agora àquela academia? Tem um novo instrutor lá que é simplesmente um arraso! Ué, e você ainda diz que não foi à academia, mas está sempre por dentro das coisas, hein? Ah, você sabe como é, é preciso sempre estarmos atentas a novas oportunidades, não é? Mas, que estranho, aparentemente, eu estava a caminho de algum lugar, mas deixa para lá, não vou lembrar mesmo, então bora para a academia. E aliás, não me culpe se o instrutor não tirar os olhos de mim, viu? Kkkk, essa sim é a Mel que eu conheço, gostosona e convencida! Ah, deixa de conversa e vamos logo, sua vaca. Entra no carro aí.
Partiram então para a academia. Lá, Melissa observou bem o instrutor todo novinho, musculoso, bonitão. Realmente, um espetáculo daqueles. Era realmente um arraso, como a Sah dissera. Ô, lá em casa, hein? Notou que ele a observava muito, mas como ele tinha que cuidar de várias alunas, obviamente não podia lhe dar a atenção que queria. Hmm, ah, por favor, moço, poderia me ajudar neste aparelho aqui? Com todo prazer. Enquanto isso, observava como Sabrina a olhava com inveja, mas conhecendo a amiga, sabia que apesar de ficar mordida, ela não ficaria com raiva dela por muito tempo, pois provavelmente ou daria um jeito por si própria de conquistar aquele homem, ou até mesmo daria em cima de outro. Dito e feito, observou enquanto em instantes a amiga se aproximava de um aluno da academia e lhe entregava furtivamente um bilhete. Ah, danada, não perde uma chance mesmo, nunca!
Sentindo um arrepio, pareceu-lhe que estava sendo observada, mas depois achou que era só imaginação. De qualquer forma, depois da academia, resolveram que iriam ao shopping, mas estranhamente Melissa não estava muito a fim de compras. Sentadas em uma mesa da praça de alimentação, comentou com a amiga que ultimamente sentia dores de cabeça intensas, mas que não devia ser nada. Ah, Mel, não se preocupe, você é uma pessoa forte e jovem, não há mesmo de ser nada, mas de qualquer forma, por que você não procura um médico, só por precaução. Engraçado, pera aí, acabei-me de lembrar. Já ouviu falar do doutor Jorge Mendes? Dizem que é um médico recém chegado e que seria muito bom. Fora que o danado é bonitão e de família rica. Imagina só que partidão seria, hein? Ah, você é uma peste, mesmo, Sabrina. Você não se casa, mas a mim sempre está tentando arranjar marido. Mas, sei lá, pensando bem, por que não procurar o tal médico. Mas, não pense que é por ele ser bonitão e rico, não, fique sabendo. Haha, nem estou falando naaaadaaa, hahaha.
Depois de despedirem-se, Melissa seguiu para sua casa, e Sabrina para a sua. Fez tudo como o combinado? Com certeza, você me conhece, sabe como sou profissional. Falando nisso, que tal você me pagar um jantar, estou varada de fome. Hmm, seria uma ótima pedida...Sabrina...

domingo, 17 de maio de 2015

Sabrina?

Capítulo 7

Ainda refazendo-se do susto do pesadelo e agora sendo confrontada por ambos, marido e filho, Melissa também se perguntava interiormente como aquele bilhete surgira ali. Por fim, disse pro filho que não sabia de tal bilhete, nem como ele fora parar ali, e foi para o banheiro se recompor.
Lavando o rosto, por um breve instante, veio-lhe à mente uma lembrança suprimida, mas que logo se desvaneceu... De repente, sentiu novamente uma forte pontada na cabeça, tão forte que sentiu como se fosse perder os sentidos. Ai! De novo essa dor maldita!
Estranhamente, a dor passara logo e ela foi para o quarto confrontar o marido sobre o tal bilhete. Mas que bilhete seria esse? E, Jorge? Não me lembro de conhecer nenhum Jorge, que estranho...Ah, amor, realmente não sei que bilhete é esse e nem conheço tal sujeito. Jorge, é isso? Que estranho, não me lembro desse nome, juro. Ah, amor, tudo bem, não se preocupe. O Marinho me passou o bilhete e quando li, vi que se trata de um tal Dr. Jorge Mendes. Provavelmente, em mais uma de suas crises, alguém te entregou um cartão e você não se lembra. Vamos, se acalme. Você sabe que sempre soube de suas crises e o que mais quero é te ajudar. Vamos apoiar a mamãe, certo, filhão? É isso aí, pai, pode contar comigo! Ó, meus dois amores. Ah, agora estou me lembrando, mamãe já tinha comentado sobre esse doutor, então, acho que ela mesma me entregou o bilhete. Bom, quem sabe, ele possa me ajudar. Deixe-me ver cá o bilhete.
De fato, Melissa ligou para a clínica do Dr. Jorge e acabou marcando uma consulta naquele dia para as duas da tarde.
Quando seguia para lá, durante o trajeto mais uma vez outra crise de dor de cabeça. Ai, que dor maldita! Droga, e agora para onde eu estava indo mesmo? Ué, acho que estou ficando esclerosada, e nem passei dos dezoito ainda. Onde andará aquela vaca da Sabrina? O duro que ela nunca me passa o telefone dela, assim fica dificil achar a criatura!
De repente, ao virar em uma esquina, ela avistou uma pessoa conhecida. Ah, finalmente, encontro aquela vaca! Estacionando o carro, saiu rapidamente e gritou toda eufórica: Sabrina, sua vaca! Por onde você andava? faz dias que estou te procurando e não te encontro nunca. Virando-se para ela, a linda moça sorriu em sua direção.