quinta-feira, 21 de julho de 2016

Ruiva, cuidado!

Capítulo 32

Estranho. "Abortar a missão" soa como se eu fosse realmente uma agente ou espiã. Que nada, sou somente uma garçonete sem muitas perspectivas de progredir. Bem que eu gostaria realmente de fazer uma faculdade, mas quem sabe um dia? Ó, sinto muito em ter mentido pro Alberto sobre fazer faculdade, mas não tinha jeito. Achei que assim eu poderia impressioná-lo... mas, deixa para lá. E esse lance todo de agora pouco? Ele estava bem tenso, deve ter acontecido algo grave, provavelmente com seu filho. Ou com sua esposa? Carla, sua louca, chega de pensar nessa família, você já tem a sua, e inclusive mamãe está doida comigo. Vou levar um sermão daqueles... e, já ía me esquecendo, tem o lance do dinheiro, será verdade? Se for, chegará em boa hora. Ok, lar doce lar, estou chegando já, já.
Oi, família, cheguei!. Filhão, vem cá com o papai, vem. Que susto você deu no seu velho, hein, campeão? Nhah, você não é nada velho, você bem sabe disso. Apesar desse fiozinho branco aqui despontando. Mas mesmo assim, pai, você tá novão demais. Haha, família adorada, assim até vou começar a me achar. "Comecar", cara pálida? Haha. Eu não me acho. Sou o que sou e pronto, lá tenho culpa de já ter nascido tão formoso? Língua afiada, como sempre, hein, Beto? Oi, minha sogrinha. Bom, família reunida, certo? Não, pai. Falta alguém ainda. Quem, filho? O Bruno, ué. Hahaha, verdade, né?
E então, como era o carro? Bom, era um carro esportivo, todo branco. Desses bem modernos. E o motorista, deu pra ver? Não, não, foi tudo tão rápido que nem vi direito. Mas, o carro também estava insufilmado, então, não daria para ver muita coisa. A placa então, claro que só vi muito de relance. Só via o Marinho ali no chão assustado. Sim, claro. Alberto, a propósito, venha comigo um instante, sim? Epa, onde vai com meu marido, mamãe? Ora, naturalmente, fofocar sobre você. Claro que não poderia ser na sua frente, né?. Grunf!
E então? Bom, veja este bilhete aqui. Hum, "tome cuidado com certas amizades". Mas, espera, ela não tem muitas amigas que eu saiba. A não ser a Sabrina. Apesar que elas só são amigas nos momentos em que a Mel meio que regride. Como assim "regride"? Ah, você sabe, ela adota aquela personalidade mais jovem (apesar que faz tempo que nunca mais vi isto acontecer). E quando está assim, ela sempre vai encontrar a Sabrina. Você disse "a", você a conhece? Claro que sim. Apesar que coincidentemente essa mesma Sabrina seja secretária do doutor Jorge, o psicólogo em que a Mel tá indo. Hum, entendi. Mas, esse nome... Hum, o que tem esse nome, "Jorge"? Não, "Sabrina". Você sabia que antes já existiu uma Sabrina? Como assim? Bom, será que ela voltou de verdade? Hein, como assim, do que a senhora está falando? Tô entendendo mais nada. Meu filho, se prepare. Hã? Chegou a hora de desenterrar um baú há muito tempo enterrado, dum passado não muito agradável. Vamos lá...
Alô? Sou eu. Ah, não deu muito certo. Bom, na verdade, do nada, ele recebeu uma ligação e ficou estranho e, assim que desembarcamos, disparou para pegar um táxi. Ah, também acho estranho... desculpe, senhora. Hã, o que tem meu irmão? Ok, pode deixar, transmitirei a ele.
Até.
Maninho, a big boss ligou. Me encontra agora? Ok, anota o endereço aí.
Mãe, cheguei. Oi, filha, tá melhor? Sim, bem melhor. É, sua cara tá melhor mesmo. Hum. O que foi, mãe? É que seu namorado ligou pedindo pra falar com você. O quê? Nem a pau que vou falar com ele. Passado, já era. Cuidado, filha. Veja o que está havendo nos jornais com meninas mortas pelos seus ex. Que nada, relaxa, mãe. Trimmmmmmm, trimmmmm. Ih, olha ele de novo ligando. Não vai atender mesmo? Não, obrigada. Você que sabe.
Então ela não vai mesmo atender. Pois bem, se não vai ser minha, não vai ser de mais ninguém. Você já era, ruiva.
Oi, Natasha. E ae, o que manda? A big boss falhou e quer seus serviços. Humm, sei, só queria saber o porquê de tudo isso. Bom, mas se tô recebendo, então beleza. Mas e o pai? Não, esse a gente não mexe, só a mãe e o filho devem morrer. Estranho, mas tudo bem. Tô ganhando mesmo, então de boa.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Quem escreveu o bilhete?

Capítulo 31

Carla estava na cola de Alberto. Jorge havia conversado com Miguel. Alberto estava conversando com uma linda modelo. Melissa no salão mudando seu visual. E Marinho quase fora atropelado. Nesse ínterim, havia uma certa pessoa esbravejando consigo mesma como é que não dera certo o que havia planejado meticulosamente. Como ele conseguiu escapar? Joguei o carro pra cima dele, mas aparentemente ele subitamente voltou-se e por isso o carro não o atingiu em cheio. Ainda bem que não havia muita gente por ali. Mas, engraçado, será que alguém o chamou naquela hora? Bom, de qualquer forma, sua hora ainda há de chegar! Primeiro você e depois sua família. Terei minha vingança então...
Senhora, senhora? Está bem? Hã, o que foi, criatura? É que a senhora parecia distante, até parecia outra pessoa... Não entendo o que está querendo dizer. A propósito, quando você termina o... Acabei de terminar, senhora. Senhora, não. Me chame de Melissa. Está bem, dona Melissa. Por gentileza, tem um espelho grande bem à sua frente. Ah, vejamos como ficou. Humm. Senhora?? Ah, criatura, você me deixou mais deslumbrante ainda. Se me permite um comentário, a senhora, digo, a dona não perde em nada para uma atriz global, não sei como uma mulher tão bela pode não ser uma modelo. E quem disse que não sou? Como? Brincadeirinha, queridinha. O lance é que já quis mesmo ser, mas me casei e agora só me dedico à minha família. Ah sim. Ah, querida, preciso acertar, pois meu filho tá precisando de mim. É mesmo, ele foi atropelado, não é mesmo? Não sei como a senhora não se desesperou... É que o anjo da guarda tá com ele. Como? A minha mãe. Ah...
Mãe do céu, como tá o Marinho? Ah, ele tá calmo, tá dormindo agora. E o Alberto? Não o avisei ainda. Ainda não? Quero dizer, então tá. Ah, com esse olhar, sei bem o que você quer saber. Bom, fui buscá-lo e de repente vi um carro indo na direção dele. E? Bom, não sei dizer... por algum  parece que Marinho escutou alguém chamar e ali ele se voltou para trás. Aí, o carro passou raspando perto de onde ele estava. Foram segundos de terror. Foi milagre de Deus isso.... Sim sim, que bom. Que foi, filha, você me parece meio distante hoje. Ah mãe, espera só um pouquinho. Alberto? Primeiramente, afaste-se imediatamente dessa lambisgóia aí. Oi, amor. Como assim, não tem ninguém comi... Está bem, amor, já vi que a coisa é séria. O que houve?
Hã, que bilhete é esse aqui? "Melissa, tome cuidado com certas amizades". De onde será que veio? Filha, que estranho, veja esse bilhete aqui, ó. Só um pouquinho, mãe. E foi isso o que aconteceu. Humm. Já estou a caminho de casa, e pego um táxi assim que chegar aí. Sei, sei, já anotei aqui. Beijo, meu amor. Manda um beijo pro meu filho e pra sua mãe também. Oi, quem era? Era minha esposa, meu filho sofreu um acidente e...
Mãe, o Beto mandou beijo. Hum, e esse bilhete aí? Ué, mãe, mas essa letra é familiar. Até parece que é de alguém que conheço... Ah! Ah! Ah!!!. Calma filha, o que houve? Não sei, de repente, uma lembrança horrível me veio à mente, como algo do passado, mas não lembro o quê. Também um nome me veio à mente, mas por algum motivo não consigo me lembrar. Ai, a minha cabeça dói, tá doendo, tá doendo tanto, faz ela parar, mãe. Melissa, filha, o que há? Melissa? Olá, senhora, há quanto tempo, não? Hein, por acaso... não pode ser. Sim, sou eu mesma, fico feliz que tenha se lembrado de mim. E a propósito, eu escrevi o bilhete e também venho protegendo a Melissa desde sempre. Mas, então, você, você... Ó. Ok, ok, enquanto ela não acorda, deixa eu ver logo com a outra menina. Oi, alô. Pode abortar a missão, por hoje. Por enquanto deixa assim. Depois te explico. A propósito, tá garantido, amanhã deposito seu pagamento por seu serviço. Conto contigo para outras missões dessa natureza. Até logo. Ok, hora de voltar.
Hã, mãe, mãe. Filho, acordou? Mãe, foi horrível, um carro quase me pegou, achei que iria morrer. Está tudo bem, meu filho, agora está tudo bem. Mas e o papai? Ah, logo ele deve chegar aqui.
Ei, táxi!

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Regina Maria

Capítulo 30

Mas e aí? Humm...aí, o quê? Bom, me pergunto que tipo de ensaio seria este. Ah. Um ensaio simples para catálogo de revista. Faço caras e bocas, experimento roupas, calçados e acabo ganhando algumas peças, ao final de tudo. Nada assim, assim de demais. Sei, sei, só sei que você é bonita demais, sabia? E você, muito atirado. Mas, é bonitão. Não gostaria de ser modelo, por acaso? Quem eu? Capaz que daria certo...


Ouvindo tudo ali por perto, tinha uma certa pessoa ruiva. Sim, era ela, Carla. A mando de uma certa pessoa, foi seguir Alberto e relatar seus passos. Ah, o danado me disse que era fiel, porém olhe já estava dando em cima de outra mulher novamente. Hunf!! Aff, os homens não prestam mesmo. Tudo bem que ele é um gato e tanto, mas não presta nenhum pouco. E isso porque ele deu em cima da atendente número 1, da número 2. Argghhhhh. Apesar que, pera aí, estranho, essa moça, parece que já a vi em algum lugar...ah, Carla, sua louca, fica aí pensando nessas coisas, se concentra no que está fazendo. Não ía seguí-lo e tal? Pois bem, primeiro, eu tenho que me esconder com esse jornal aqui, para ele não me notar. Humm, nesse jornal aqui tem uma figura estranha, deixa eu ver. Um garoto robusto comendo mortadela. Parece que é pra ilustrar o texto. Bom, não tenho nada melhor pra fazer, então, bora ler.

Mortadela, porque eu te quero (só que não)

"Bentinho adorava comer de tudo, principalmente se fosse carne. E antes de dormir, nunca deixava de fazer uma boquinha. Pois bem, eu já ia contar o que aconteceu com Bentinho, mas antes disso, preciso descrevê-lo. Um garoto forte e saudável, oito anos, boa-pinta, filho único, de classe média e tal. Por que a descrição? Ah, por que deu vontade. Bom, mas e então falávamos sobre o Bentinho, certo? A cor dos olhos dele...ah isso não importa, o que importa é que estou enrolando de propósito mesmo.
               Um dia desses aí, Bentinho encheu a pança e mandou ver num sanduíche bem recheado de carne, mussarela, mortadela, queijo, presunto, enfim, muitos frios. O lance é que Bentinho era comilão mesmo e os pais faziam seu gosto, portanto, encheu a pança com gosto.
Mas, o que aconteceu depois, será que eu conto ou não conto? Bom, acho que com certeza você não vai ser louco de ficar pra ver o que é, então, acho que já vou me indo. Ué, ainda está aí? Ok, você tem coragem, então eu conto.
               Bom, o garoto guloso foi comer mortadela (sua “guloseima” predileta) enquanto brincava perto da banheira. Num determinado momento, ele deixou cair sua mortadela dentro da banheira, que estava cheia de água. Quando foi pegar a mortadela de volta (pois queria acaber de comer), percebeu que a mesma tinha um formato gozado. Parecia até um...um cachorro! Isso, isso, parecia um cachorro. Assim, em vez de tirá-la da água, ficou brincando com ela ali mesmo, fingindo que era um cachorro. Quando a soltou, de repente, ela notou que ela começou a se mover sozinha. Er, caro leitor, posso mesmo contar o restante? Ah, bom, não diga que eu não avisei. Pois bem, a tal mortadela em forma de cachorro estava se movendo sozinha e Bentinho maravilhado aos poucos percebeu que a mesma começou a ficar mais parecida ainda com um. Então, ele a tirou da água, colocando-a no chão. E de repente, eis que a mortadela levantou-se e o garoto notou que ela agora tinha...pêlos! Sim, sim, é o que você está imaginando mesmo, a mortadela passou a desenvolver pelos e a se metamorfosear em um cão de verdade. Um lindo e inocente cãozinho. Ao terminar a transformação, o cão começou a olhar fixamente para Bentinho. O menino estava maravilhado pois nunca tivera um cachorro, embora sempre quisesse ter. Queria tanto afagar o cão e assim o fez e o bicho contribuiu ficando mansinho, mansinho. Mas, mesmo assim, olhava fixamente o garoto com um olhar estranho, estranho... Enfim, leitor, o lance é que o garoto tinha ganhado um cão da mortadela que ele havia tentado comer. Ops, eu falei, em comer? Ai ai. Pois bem, meu caro leitor, o garoto em sua inocência não podia imaginar o que viria depois. Mas, será que conto? Ops, também não precisa me ameaçar agredir, conto logo, não vou querer apanhar.
Pois bem, o cão, que já não era mais mortadela, ficou amiguinho do garoto e tal, mas assim que o garoto virou as costas, não notou que o cão começara a mudar de novo. Mas, dessa vez não para outro bicho e sim, de tamanho, ficando bem maior e com garras e dentes afiados. Do nada, só se ouviu um rosnado frio e o garoto gelou. Hein, o que há com você? Voltando para o “cãozinho”, aí que ele notou que não era mais um cão e uma fera, prestes a atacar. Instintivamente, o garoto olhou em volta para ver se tinha algo para se defender, mas não havia nada por ali, nem mesmo um rodo ou algo assim... Rosnando mais uma vez, o animal aprontou para se atacar o garoto e foi direto no pescoço. Dando seu último suspiro, o garoto olhou a fera bem nos olhos e prometeu nunca mais comer mortadela. Mas já era tarde demais...
- Ah!!!!!!!!!!!

- O que foi, Bentinho? Mãe, um pesadelo horrível, a mortadela me matou e...ecaaaaaaaaa, tira essa mortadela, nunca mais como isso na vida, nunca mais...nunca mais...nunca mais..."

Que merda de história é essa? Meu, que nojo, será que o autor é vegano ou algo assim, ou um mero sarcástico total? Só que sei que, urrghhh, se eu visse mortadela agora na minha frente, iria vomitar com toda certeza, ecaaaaaaaaaaaa.Hum, pera aí, deixa eu me concentrar no que eles estão fazendo ali...
Um pouco Do nada, lhe caiu ao colo uma maleta cheia de coisas, perucas, óculos escuros, até parecia material de detetive. Ah, desculpe, eu pego para você. Ah, tudo bem, não precisa. Humm, hein, moça, acho que isso aqui é para você. O quê? Vá ao banheiro e coloque essa peruca loira e esses óculos escuros. Assim, sua missão ficará mais tranquila. Como você...? Ah não importa, foi só o que me pediram para fazer. Boa sorte. Dizendo isso, levantou-se e foi embora, sem dizer mais nada. Meio surpresa, Carla resolveu seguir o conselho e foi ao banheiro se disfarçar. Voltando, ficou mais naturalmente observando o casal, só que bem discretamente.

Em outro lugar, longe dali, uma conversa se desenrolava. Olá, doutor, como vai? Eu vou bem. Sr. Angelo Fontes, certo? Ah, não, não, o senhor se enganou, sua secretária não me informou meu nome artístico? Sou Miguel Rosa, prazer. O prazer é todo meu. Mas, sente-se, por favor. Meu motivo para contactá-lo é simples. Ah quanto tempo, o senhor vem trabalhando para a senhora Sabrina? Não sei do que está falando, doutor Jorge. Eu e ela somos velhos amigos e isso é tudo. Hum, não tente me enganar, senhor Alejandro Alvarez. Como? Este é seu nome de batismo, certo? E a propósito, investiguei sua vida: de fato, é um ator renomado, porém, não é brasileiro, mas sim argentino, porém vindo para cá na infância (embora não tenha mais sotaque). A Sabrina você conhece sim há muito tempo, mas não é só amigo dela, como também vem trabalhando para ela há um certo tempo. E inclusive, sei que é amante de uma certa moça chamada Natasha, a qual trabalha para a dona Sabrina como uma espécie de faz-tudo. Está surpreso? Seu olhar já diz tudo. É, de fato, não posso negar que estou bastante surpreso, mas exatamente o que o senhor quer comigo? E afinal, pelo visto deve saber que ela não se chama Sabrina. Ah, isso eu também sei, ela se chama Regina Maria. Humm, e mesmo assim a contratou. É estranho. Bom, meu belo rapaz, o que quero contigo é o seguinte: quero que descubra em específico o porque a Sabrina veio trabalhar para mim (aposto que há um motivo por trás disso), e também por que ela persegue tanto o marido da Melissa. Ou devo dizer, por que ela persegue a Melissa? É algo que quero que descubra para mim. E a propósito, sei que pro senhor será complicado trabalhar como agente duplo, mas quero que saiba de uma coisa: (olhando-o nos olhos) ou o senhor descobre e me transmite as informações que quero saber, ou posso tranquilamente enviar provas à receita federal de quanto tempo o senhor vem sonegando seus impostos, e também posso processá-lo por uso de identidade falsa. Ah, e mais uma coisa, antes que saia por essa porta a fora. Essa nossa conversa foi gravada, caso aconteça qualquer coisa a mim, o senhor vai imediatamente preso, estamos entendidos? Sim, doutor Jorge, o que me pede eu posso tranquilamente fazer. Ok, bom garoto. Mas, não sairá de mãos abanando, não, espere aí, eu ía me esquecendo, que cabeça a minha. Tome cá. O que é isto? Achou que eu iria te ameaçar, mas sem pagar? Tome, um adianto pelo seus serviços. Oh, obrigado, senhor. Sei que não se arrependerá de trabalhar comigo. Sei que não. Tenha um bom dia. O senhor também.
Senhora, senhora, está bem? Eu? Como assim? Por que não estaria? Não, é que de repente a senhora pegou o telefone e ligou desesperadamente para um certo número e começou a falar coisas, que nos assustaram. Ah, isso. São só algumas preocupações de mãe, coisa boba, pressentimentos que tenho, aí estava tentando resolver as coisas. Mas, enfim, vamos voltar aos trabalhos, como está indo o o corte? Ah, senhora, estou quase terminando, mais alguns retoques e tudo estará terminado. A senhora ficará mais linda que nunca. Só não entendo como quis cortar esses longos cabelos negros, tão bem cuidados. Ops, falei demais, afinal é minha cliente. Hahaha, tudo bem, quis dar uma mudada mesmo, sabe como é. Mas, ei, espere só um minuto. Minha mãe ligando. Ué, mas o telefone nem tocou... (toque moderno de telefone). Ah, oi, mãe. O quê? O Marinho foi atropelado? Ufa, ainda bem que foi só um susto. Hum, então, o carro tentou atropelá-lo na porta da escola? É, eu sei mãe, algo também me diz que devemos tomar muito cuidado. Vou já ligar pro Alberto. Beijo, mãe. Senhora? Onde estávamos mesmo? Bom, por favor, termine meu cabelo, depois eu ligo pro meu marido.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Aquela modelo que encontrei logo ali...

Capítulo 29

Ah, sua besta, tem nada de demais, afinal ambos estavam ali, por acaso. E era uma brincadeira da moça, então? Ufa, ainda bem. Apesar que isso me arrepia, que coisa mais sem graça, afe. Bom, esquece. A noite já era e eu vou é fazer o que preciso, que é descansar. Isso aí. Chega de gatinhos por hoje, ou mesmo, moças malucas. E que pena que o menino parece não curtir garotas...mas, então por que será que ele me abordou? Estava na cara minha carência e tristeza, e ele queria me fazer companhia? Ou será que eram joguinhos daqueles dois. Afe, melhor mesmo eu ir logo embora... Pra mim, já deu.

****************** No outro dia cedo 

Bom dia, moça. Bom dia, senhor, em que posso lhe ser útil? Ah, em muitas coisas. Como disse, senhor? Ora, ora, disse que poderia ser útil em muitas coisas. Por exemplo, gostaria de reservar uma passagem pro próximo vôo, que sai às nove. Tudo bem, senhor. Existe algo mais que posso fazer pelo senhor?  Humm, vejamos... qual o seu número? Hein? Seu número. De telefone. Alberto? Hum, quem me chama com voz tão doce? Ó, Carla, é você? Moça, com licença.
Já estava flertando novamente, é? Ora, ora, por quem me toma? Mas é claro que eu estava reservando uma passagem de vôo com essa tão bela atendente. Hã, tô sabendo. Mas e já vai assim tão cedo? Pois é, combinei com a Mel que voltaria hoje e não estou a fim de levar as contas. Hahaha, que pena. Eu ainda vou ficar por aqui uns dias. Humm, já tomou café da manhã? Me acompanha? Claro, claro. Digo, por que não? Moça, por favor, uma reserva no vôo. Ok, está feito, senhor.
E, como foi à noite, duvido que tenha ficado no hotel. Mas, é lógico que não! Haha, conheci até uma dupla linda, mas meio estranha. Hum, dois rapazes bonitões? Tá podendo, mesmo. Também com esse charme todo, até eu. Não é nada disso, seu bobo. Eram dois irmãos, só que meio estranhos. A menina me beijou na boca e tudo. Vê se pode? Hahaha. Uia, arrasando os corações femininos também, Carlinha, aí sim, hehe. Que bom que sua noite foi ótima. Ótima uma ova, não peguei ninguém, e nem me diverti também. Ah, já eu me diverti e muito com a última da Mel. Hummm, por quê? Ela inventou uma mudança de visual, só que pra me torturar, disse ao telefone que seria algo radical, mas não contou de jeito algum o que era. Ué, não entendi, não tinha que se divertido? Ironia, minha cara. Ah, sei, vou fingir que entendi. Tá legal. Mas me conta mais de você. Tem pets em casa? Que nada, eu tinha um hamster, mas morreu faz pouco tempo. Sei. E você? Nós não temos, somente minha sogra que tem um belo cachorro. Bruno. O quê? Bruno é o nome do cachorro. Humm, que legal. Você está meio inquieta hoje, o que é? Ah, impressão sua. Sei, sei. Não seria medo de minha mulher, né? Não, é bobeira minha. Humm, o que é? Diga-me, sim? Humm, pode ser loucura da minha parte mas, sabe o tal casal de irmãos que falei. Humm, tô sabendo. Então, tenho certeza que já os vi antes. Sei, isso está começando a ficar suspeito já, haha. Não brinque, é coisa séria isso. Muito séria, aliás. Eu tenho certeza absoluta que lá no restaurante eles também estavam. Humm, será? Vixi, então minha mulher resolveu contratá-los pra vigiar meus passos, só pode. Humm, faz sentido, deve ser isso então. Mas, ei, você diz isso com toda essa calma do mundo? Eu, hein? Ora, ora, para que me esquentar à toa? Mas, me faz um favor? Humm, dois. Eles-estão-aqui-agora? Humm, não. Nem sinal deles. Humm, então, está bem, o caminho está totalmente livre pra eu te agarrar aqui mesmo. Não tem quem vá me entregar mesmo, não é? Ah, cachorro! Me respeita e respeita tua mulher também, rum! Mas, eu respeito, oras. Respeito tanto que eu valorizo aquilo que acho bonito. Sei. Me acha bonita, então? Não acho. Tenho certeza. Haha, vocé é um tremendo dum Don Juan mesmo, sabia? Mas, estou vacinada contra você, já. Já? Mas que pena... epa, já tá chegando a hora do vôo. Hummm, ah sim... Bom, menina, obrigado pela companhia nesta viagem, vou indo então. Quando voltar, me avisa, quero levar meu Marinho lá no restaurante, pra que ele tenha o prazer de ser tão bem atendido quanto o pai sempre é. Ain, que fofo, mas leva ele sim. Quero só ver se ele é tão bonito quanto o pai. Bom, ele é a minha cara, então já viu, né? Convencido. Haha, eu sou eu. Ok, até a volta. E cuidado com o tal casal, hein? Ora, você que tem tomar cuidado com os tais detetives. Hahaha, tomarei sim. Beijo, ruiva. Beijo, Alberto.
Atenção, passageiros pro vôo das nove que sai daqui a pouco. 
Ei, moça. Moça! Hein? Você deixou cair isto aqui, acho que é sua carteira. Ó, muito obrigada. Eu... Está tudo bem com você? Está sim, só estava meio distraída e cansada mesmo. Ah, essa maleta, é empresário? Pelo visto, viagem a negócios, não é? Humm, que perfume bom. Como? Sim, é uma viagem a negócios e agora a volta pra casa. E você? Viagem a negócios também. Vim.fazer um ensaio aqui. Sei, é modelo então? Sim, quero dizer, aspirante. Humm, interessante. Ah, meu nome é Alberto, e o seu? Ah, o meu? Natália. Prazer. O prazer é todo meu.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Os irmãos notáveis

Capítulo 28

Carla saiu pra balada, enquanto Sabrina estava com um homem que encontrara por acaso. Ambas pensando em Alberto, embora as intenções fossem diferentes. Ou será que eram as mesmas? Vai saber... Enquanto isso, ele estava ligando pra sua esposa...
E aí, meu amor, como estão as coisas aí em casa? Ah, bem. Você não ía voltar pra casa ainda hoje? Até que eu queria, mas a reunião demorou muito e só tem vôo amanhã cedo. Sei, sei. Humm, por que estou ouvindo risinhos de mulher aí? Está acompanhado, cachorro? Ah, bem que eu queria estar, mas não deu certo. Como é que é? Haha, estou brincando, obviamente. É que está passando um filme aqui e tem uma cena de duas mulheres às gargalhadas. Ah sei. Amor? Humm. E a mudança, o que fez? Só saberá quando chegar aqui. Ah, filha da mãe. Mas, eu te adoro mesmo assim. Sei, com tanta mulher dando em cima de você, fica difícil de acreditar nisto, mas vou te dar um crédito de confiança. Ah, muita mulher dando em cima? Que nada, amor. Sei, sei. Ah, amor, vou dormir já. Amanhã nos falamos. É assim, já me dispensando, né? Sorte que eu adoro essa sua barriga de tanquinho e essa barbixa sexy. Opa, desde quando eu sou assim? Haha, pensa que é só você que manja das tiradas? Droga, você me pegou de jeito agora. Amor, agora é sério, tenho que ir. Amanhã cedo tenho mais  um encontro com os japoneses. Ok, então. Sonhe comigo, amor. Sei não, acho que hoje eu vou sonhar com o Johnny Deep, isso sim. E eu com a Juliana. Que Juliana? Ora, a Paes. Ah tá, mas não vai abusando da sorte. Beleza, paixão da minha vida. Te ligo amanhã cedo. Te amo. Te amo também, meu lindo. E sou mesmo. Convencido! Haha, tchau. Tchau.
Na balada, Carla estava parada a um canto, pensativa, e em cerca de duas horas já fora abordada por duas mulheres e seis homens (não necessariamente nesta ordem e ao mesmo tempo), mas recusara todos os convites. Ah, se ele estivesse aqui... Só que não, Carla, ele é mais velho e com certeza nesta noite não deve estar sozinho. Em um certo momento, achou ter avistado uma certa pessoa. Olhando novamente, viu um moço forte, bonito. Não hesitou e foi atrás dele. Alberto? Humm, olá, gatinha, mas, meu nome é Roger e não Alberto. E o seu? Ah, bem, eu estava procurando outra pessoa... Sei, sei. Enquanto não encontra seu amigo, que tal dançar um pouco?? Ah muito obrigada, mas estou...hã, com amigas e vou encontrá-las. Hum, então, tá legal. A gente se vê por aí, então. É, quem sabe, talvez?
Carla, sua tonta, mas que gatinho e você deixa escapar assim? Meio tosco, bombadão, jeitão de marombeiro e com tatuagem nos dois braços. Sei lá, tipo estranho. Gatinho, mas esquisito. Ah, deixa quieto, nem sei porque vim pra cá mesmo, com essa cara de enterro que devo estar. Epa, epa, nada de derrotismo. Bora retocar a maquiagem e tentar curtir a balada. E se outro gato aparecer, agora eu pego, não serei besta novamente. (Humm, o banheiro tá vazio, só eu e essa moça. Nossa, que linda, cara de modelo. Corpão e um cabelo maravilhoso. E esse sapato então? Gente, que tudo).
Oi. Oi. Curtindo muito o ambiente? Mais ou menos...não estou com muito clima pra pegação hoje. E os boys são meio fraquinhos. Hum, sei. Então, que tal mudar um pouco o foco, queridinha? Bora variar um pouco...humm, cabelos sedosos e lisos. Cor do fogo...e seus olhos então. E estes lábios, então? Ei, ei, pode ir largando meu braço. Essa não é minha praia. E você por acaso já experimentou pra saber se curte? Eu...eu, argggh, me larga, sua nojenta. Aí, tô fora, affee. Fui! Ah, ruivinha, como é bobinha, não sabe o que é bom.
Arggghhh , que mina chata, ainda me beijou à força. Nojenta, eca! Ei, ei, tudo bem com você? "Alberto"? É Roger. Ah sim, estou bem, não precisa se preocupar. Sei, sei. Se precisar de uma companhia legal, estarei aqui. Ah, Roger, não me apresenta sua amiga? Ah, Natasha. Esta é...qual seu nome mesmo, moça? Ah, lembrei de um compromisso urgente agora e tenho que ir logo. Fui! Haha, o que deu nela, parece que viu um fantasma. Ah, meu beijo no banheiro deve tê-la assustado. Natasha, sua peste, aprontou de novo, não é. Até com nossos pais você já aprontou. E até com você que é meio tolinho, inclusive. Humpf, pois é. Ah, maninho, mas vem cá, desde quando você se interessa por mulheres? Ora, ora. Desde sempre, claro. Ah sei, é fato que você sempre sai com mulheres, mas... Mas? Ora, você já me entendeu. Hahahaha. De fato, mulheres não fazem parte da minha preferência, mas sua companhia me é extremamente vantajosa, e você sabe por quê. Assim, age você fingindo ser lésbica e pelo mesmo motivo. Bingo, bingo! Ora, ora, maninho, a vida é assim, pois, pois. Ah, mudando de assunto, ela ligou. Ela quem? Como quem? A Big Boss. Hum, e?. E tava nervosa. Hum, o de sempre, então. Pelo jeito, ela quer que aceleremos logo o processo todo. Sei, sei, já entendi. Mas, ela disse algo de concreto? Não muito. Ok, enquanto ela não dá uma ordem mais específica, que tal curtir aqui? Ah, aquele gatinho ali, tá vendo? Que tem? Bora lá? Humm, simbora sim. Mas eu que pego desta vez, ok? Humm, tolinha, mesmo.
Carla, que não havia fugido pra tão longe, ouvira boa parte da conversa. Ufa, então era uma brincadeira? Menos mal, até. De muito mau gosto, mas isso me deixa mais aliviada. Humm, mas que estranho, já vi aquele cara antes, agora que reparei. Hum, mas onde, meu Deus? Ah, lembrei. Lá no restaurante, esse rapaz e uma moça... Pera aí, e a moça era notável. Ah, a moça do banheiro!!

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Marina? Não, Carla

Capítulo 27

Já viu um vulcão prestes a entrar em erupção? E um tornado? E se você estivesse numa situação entre ambos? O que iria fazer? Eis a seguinte situação: ambas mulheres extremamente simpáticas, mas obviamente estavam numa disputa de quem mais se xingava mentalmente, mas sem deixar transparecer nada. E o alvo de toda essa disputa? Este estava totalmente relaxado, como era mais seu perfil.
Olá, queridinha, pelo visto já me conhece. Pelo visto, as ruivas chamam mais a atenção, não é, que-ri-da? Ah, com certeza, as suas sardas chamam por demais atenção, ainda mais que esse cabelo cor-de-fogo seu aí. Qual a tintura que você usa, hein? Essa cor tá bem convincente, até parece natural. E é natural, Sabrina. Ó, você entende de cabelos, "Beto"? Aliás, até agora não fomos apresentadas. Moça, eu sou Sabrina, e você? Me chamo Carla. Ok, agora que já nos conhecemos, que tal dizer o segredo dessa cor tão exuberante? Humm, e se eu dizer que é natural? Humm, sei. Ei, Beto? Humm, o que foi? É que agora que notei que ela lembra muito aquela menina da novela das sete. É verdade, não tinha reparado nisso. Você fala daquela menina Marina? Sim. Ainda mais, agora que ela está feia e desgrenhada. Ah, perdão, querida, não foi minha intenção te ofender. Juro, ó. E por que eu iria me ofender? Afinal adoro aquela atriz, desde pequenininha e é uma honra parecer um pouco com ela. Ah gente tá ficando tarde, preciso ir. Ah, Alberto, obrigado pela companhia. Ei, como assim, esqueceu que você também ía naquele compromisso? Humm, é verdade, não sei o que me deu que ía esquecendo. Sei, você queria fugir só porque vamos falar com os japa? Hehe, é isto mesmo. Ah, querida, você fala japonês? Ah...não, não, quero dizer, não vou falar nada, estou indo somente para assessorar o Alberto, no que ele precisar. Ah sei, além de garçonete é também secretária nas horas vagas. Então, tá. Betoo, quando vamos nos ver novamente? Achei que iriamos passar um tempinho juntos, faz tempo desde a última vez, não é? Aquele último beijo então... Caham, ahn, depois eu te ligo e a gente combina algo. Humm, está bem, então, seu chato. Beijinho. Ah, querida, foi um prazer conversar com você, Marina. Meu nome é Carla. Ah, tanto faz, haha. Betinho, até mais, meu querido. Até mais, Sabrina.
Seu safado e sem-vergonha! Ei, porque isso, tão de repente? Estamos nos dando bem, não estamos? Ah, sim, estávamos até sua querida amiguinha vir aqui e te recordar os momentos tórridos de vocês. Você não havia dito que nunca traiu a sua esposa? Exatamente isso. Cretino, e ainda nega o fato de que já saiu com aquela morena belzebu? Bom, pra falar a verdade a gente numa ocasião tinha sim combinado de sair mas a Melissa jovem interrompeu. Quem? Ah, esquece, não é importante. Sei, e porque não negou nada do que ela falou? E, porque você também não negou que iria comigo falar com os japas? Bem...ah, não mude de assunto. Já vi que homem é tudo igual mesmo. E eu acabei de notar que você fica linda com esse rostinho vermelho de raiva. Muito sexy. Ei, quer parar de fugir do assunto? Se você me der um beijo, aí penso nisso. E se eu não quiser? Ah, mas que rosto mais lindo, todo branquinho. Seu rosto é angelical, já te disseram isso? Ei, para de me enrolar...humm, acha mesmo? Chegue mais perto para eu te contar uma coisa... É, e o que seria? Então... trimmmmmmmmm.
Seu telefone está tocando? Ah, mas não vou atender, deve ser meu ex me enchendo o saco. Ou então... Ou então? Pera ai. Alô? Carla, onde você está? Ah, mãe, peguei um vôo e vim espairecer. Só volto pra casa daqui a dois dias. Tá louca, menina, e o trabalho? Peguei folga por uns dias. Sei, sei. O Bruninho passou por aqui e tava preocupado com você. Vocês terminaram de novo, não é? Humm, ele terminou comigo porque está gostando da Mila, aquela nossa vizinha da esquina. Ah meu pai, vocês adolescentes. Mãe, já sou adulta, esqueceu? Enfim, filha, onde vai passar a noite? Ora mãe, claro que num hotel daqui onde estou. Sei, vê se toma cuidado com os homens, minha filha? Sim, mãe, eu sei. Tomarei muito cuidado, principalmente com os casados. O quê, minha filha, tá se envolvendo com alguém casado? Oxe, pera aí, parece que escutei alguém do seu lado, tá com algum homem aí, filha? Não, mãe, estou num lugar cheio de pessoas, mas estou...sozinha de tudo, é isso mesmo. Sei. Vê se se cuida, menina. Ok, mãe, beijo. Vê se me liga sempre. Pode deixar. Beijo, mãe. Beijo, minha vida.
Era minha mãe. Hum, ah sim. Legal. Onde paramos, mesmo? Ah, Alberto, na boa. Não vai dar muito certo isso. Isso o quê? Você sabe...enfim. O dia foi maravilhoso, você é uma ótima companhia, mas eu quero ficar sozinha. Briguei com o Bruninho, minha vida tá complicada, eu tô aos pedaços e ainda estou tentando juntar os cacos. E você tem a Sabrina ... Correção, eu tenho a Melissa. Mas está bem, se prefere assim. Pegue este cartão, tem aqui meu telefone e anotei atrás o endereço do meu hotel. Se se sentir sozinha, já sabe a quem procurar. Sabia que você é um amor de pessoa? Sabia sim, além de ser muito bonito, modéstia à parte. Haha, seu terrível, por sua causa, já me sinto bem melhor. Mas, depois nos falamos. Vê se me liga. Ok, talvez eu ligue sim.
Ain, Carla, sua burra, porque você foi desperdiçar a chance que ele te deu? Mesmo que ele seja um galinha, ele é muito atencioso e bonito. E tem a sua esposa, que mulher maravilhosa e deslumbrante. Nem parece uma mortal, está mais para uma deusa. Ah, Carla idiota, liga pra ele logo, o que está esperando? Hummm, ligo ou não ligo? Ah, ligo sim e é já. Trimmm. Tu tu tu. Xi, tá ocupado. Deve estar falando com a Sabrina, aquela nojenta, affe. Bom, deixa pra lá, amanhã é outro dia. Simbora dormir. Hummm, não, não, eu vou é pra night mesmo.
Foi bom pra você? Humm, demais, e você? Ah sim, claro, foi bom também... Tá pensando em algo? Nada de especial... Trimmm trimmm. Alô? Sim, é ela falando. Sei, sei. Hummm, então ele está sozinho mesmo? Sei, sei. Continua na cola dele aí. Até mais. Quem era? Ah, um detetive que contratei pra seguir meu namorado galinha. Ah, sei. Está bem então. Ei, já está indo, gata? Já. Hum, então tá. Se cuida, a gente se vê por aí. Sim, a gente se vê sim. Até loguinho.
Ahh, Melissa? Como está, meu amor? Tá tudo bem por ai?

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Encontro inesperado (será?)

Capítulo 26

Olhos vivazes e jeito maroto, eis Carla. Esperta e inteligente, além de estar no frescor da juventude. Será que teria uns dezesseis ou dezessete anos? Humm, será que seria de mau tom perguntar-lhe a idade? Alberto, você tá me ouvindo? Hum, ah sim. Ah sei, aposto que nem prestou atenção direito. Ah, mas também minha conversa deve ser bem chata para alguém como o senhor... Ah, ouvi sim, só estava absorvendo as ideias já que você fala rapidamente. Não faça essa cara, não estou recriminando-a por isso, hahaha. Ah, sei, sei. Mas, de fato, essa conversa de briguinha de namorados no que iria interessá-lo? Ei, eu decido se acho algo ruim ou não, está bem. E além do mais, se me permite dizer uma coisa. Humm, o quê? Você é muito bonitinha, esse camaradinha não sabe o que está perdendo, isso sim. Ah, obrigada pela parte que me toca, mas nem sou tão bela assim. Ainda mais, aos olhos do senhor que é casada com uma mulher tão bela e poderosa quanto aquela. Ah, e se eu disser que essas suas sardas aqui, ó, são um tremendo charme. E seus lábios... Meus...lábios? O que tem eles, algo errado? Sim, seus lábios...parecem ser tão macios...e apetitosos. Huummm. Senhor, com licença? Hummmmmmmm, pois não? Gostaria de um drinque? Não, obrigado. E sua acompanhante, aceitaria uma taça de espumante? Ah...não...não, obrigada...não bebo muito.... Está bem, estarei à sua disposição, caso deseje algo. À sua inteira disposição. Frase dita, com os lábios entreabertos e em seguida olhar fulminante para a moça. Humm, onde paramos, mesmo? Ah, não sei. Estávamos conversando...aí a aeromoça chegou...me olhou feio. Ai, que vergonha. Como assim, vergonha do quê, menina? Ah, o senhor é casado e um grande empresário. Não fica bem me beijar aqui, assim "à frente de todos". Ah, esse é o problema? Hahaha, está bem, vamos adiar então a diversão. E não me olhe assim, com essa cara de culpa, pois está tudo bem. Você é sempre assim tão despreocupado? Ah, a vida não foi feita pra se perder tempo com detalhes ou preocupações. O lance é viver. Carpe diem, sabe o que é isso? Humm, sei sim. Ei, tá me chamando de burra, é? Não, não, é que nem sempre as pessoas entendem as expressões clássicas. E a propósito, tirando que terminou com um namoradinho, é garçonete e linda de morrer, não sei nada de você. E de você, também não sei nada, só que é casado e... E, o quê? Um gato que adora flertar com todas. Haha, só com as que valem a pena. Mas de mim, não há muito que falar. Sou gerente de uma imobiliária, embora volta e meia também atue como vendedor. Sou extremamente vaidoso e gostoso, e acho que sim, o mundo está ao alcance da mão, tudo é possível. E você? Bom, tenho vinte anos recém completados e faço faculdade de artes visuais. Sou falante e um pouco tímida, mas não me acho inferior a ninguém, em nada, exceto talvez comparando-me a beldades. Já quis ser modelo, mas já desisti e hoje só trabalho para manter a faculdade. Não sou tão inteligente, mas entendo aquilo que é necessário. Não sou muito de ler clássicos, mas gosto de uma boa história. Não sou muito detalhista, mas jamais esqueço um rosto que me chame a atenção. Humm, interessante. Então, o meu deve estar bem guardado faz tempo na sua memória, ou não? Ah, já vi que você é convencido e metido a palhaço também. Não, somente bonitão mesmo. Ou você acha que eu não estaria ciente da minha própria beleza? Haha, você é impossível mesmo. Mas e então, já sabe tanto sobre mim que até me contrataria. Ou vai dizer não gostou do meu perfil? Perfil, pernil, digo, suas qualidades são extremamente visualmente apreciáveis com certeza. Mas não te contrataria jamais, de forma alguma. E, por quê não? Uma esposa ciumenta, essa é a resposta. E também, gosto que minhas conquistas estejam fora do meu alcance, pois gosto do desafio. Hummmm, posso te perguntar uma coisa? Até pode. Bom, há quanto tempo é casado? Já fazem alguns bons anos.... Humm, e sempre a traiu? Nunca a traí. Ah, conta outra. É sério, por incrível que pareça, nunca deu certo. Sempre algo acontece...ah, mas não quero falar disso. Sabe que te achei interessante? Só por causa das sardas? Não, não, pela personalidade mesmo. Estamos tendo uma conversa muito agradável. Sei, apesar de você não parar de olhar meus seios. É que tenho olhos muito rebeldes e eles nem sempre me obedecem tão bem quanto minhas mãos. Hein, o que tem suas mãos? Não é óbvio? Se não as controlo, eles irão querer percorrer você toda. Nossa, você é assim sempre tãaaaao direto? Só sou objetivo e prático, minha cara, e sempre vou com tudo quando quero alguém. Ah, ei moça, aqui, por favor. Sim, senhor. Dois martinis duplso, por favor. Pois não, como queira. Ei, ei, nem me consultou se eu também quero. Hummm, está bem, então, você gostaria então de me acompanhar neste drinque? Quero comemorar. O quê? À nossa amizade e também a algo mais. Mas não falemos e sim bebamos. Tim tim. Tim tim.
Ah, chegamos ao destino. Ainda tenho cerca de meia hora pro meu encontro. Gostaria de me acompanhar ou tem outro compromisso já agendado? Humm, não sei. Bom, só se me disser para onde pretende me arrastar. Que tal, para comer num restaurante? Eu, num restaurante? Tá tirando onda comigo, certo? Bom, se preferir, podemos escolher outro local, então? Humm, duvido que você me acompanharia num dogão. Rá, já que estamos aqui mesmo, por que não? Vamos lá.
Ei, Alberto, Alberto? Humm, conheço essa voz. Humm, sabia que era você, Sabrina. Sim, sou eu mesmo. Tudo bem? Tudo sim...e essa moça bonita, é sua secretária? Ah não, pera aí, acho que já vi essa moça em algum lugar. Oi....meu nome é Carla. Ah, a garçonete ruiva e sardenta. Tudo bem?

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Cabelos cor de fogo, cor da paixão

Capítulo 25

Faltando cerca de uma hora pras quatro, Alberto perfumou-se, barbeou-se, pegou seu melhor terno e, claro, não poderia também esquecer a gravata da sorte, aquela uma. Hoje será um ótimo dia, excelente para se fechar negócios. Pena que viajaria sozinho, sem sua bela dama para acompanhá-lo. Suspirou alto. O que será que deu na Mel, ela quase não é de mudar o visual. Hummm, não importa muito, Melissa sempre será Melissa, a bela. Humm, mas tá cedo demais, ainda falta quarenta e cinco minutos pro vôo. Já sei, vou dar um pulo naquele restaurante, assim dou aquela talagada e dou uma calibrada no motor. Humm, fui!
Pois não, senhor, o que deseja? Uma breja somente, pois não posso me demorar muito. Ah, por favor, troque o pedido, me traz uma batida de limão. Pois não, senhor, já trarei o seu pedido em alguns instantes. Está bem, obrigado. Olhando em volta, percebeu que aquela garçonete simpática não estava à vista. Que estranho... Senhor, eis seu pedido. Oh, chegou rápido. A propósito, moço. Pois não, senhor? Chegue mais perto, por favor. Sabe uma moça assim de uns vinte e poucos anos, com rabo-de-cavalo. Uma ruivinha assim, bem sardenta. Ah sim, Carla. Ela está de folga por uns dias, por conta de uns problemas aí. Quer deixar algum recado para quando ela voltar? Ah, não será necessário. De qualquer forma, muito obrigado. Tome sua gorjeta. Nossa, quinhentos reais, quanta generosidade, senhor. Ora, não é nada de demais. Pode me fazer um favor? Hum, qual? Por favor, traga-me a conta. E o telefone da moça junto. Pois não, senhor, retornarei em alguns instantes. Obrigado, muito grato.
Humm, é verdade, o nome dela é Carla, ela já havia deixado um bilhete com seu nome e telefone, mas eu esqueci de anotar. Bom, mas não tem problema, assim que chegar no aeroporto, irei dar uma ligadinha pra ela, ah se vou. Mas, primeiro de tudo, uma ligação super importante. Amor, tá podendo falar agora? Oi, meu lindão. Já pegou seu vôo? Não, não estou a caminho de lá, mas bateu a saudade da minha pantera. Ounn, bobo mesmo. A propósito, Mel, estou ouvindo vozes de várias mulheres ao fundo. Afinal, o que você está aprontando? Ora, ora,  só vai saber na hora certa. Ai, que assim você me mata de curiosidade e agonia, mulher. Morre nada, deixa pra morrer nos meus braços que é bem melhor. E pode tirar o cavalinho da chuva que não darei nenhuma pista deste mistério. Hahaha. Ah, mulher diabólica, mesmo. Pois é, sempre soube que eu era a sua maior perdição. Hahaha, filha da mãe convencida! Vai negar, agora? Não, sempre sou sincero comigo mesmo e não posso negar o óbvio. Ah bom que você tem noção das coisas. Ah, amor, tenho que desligar, já vou fazer o check in. Tá bom, depois me conta o resultado desse encontro de negócios com os coreanos e tomara que feche. Uh, com certeza! Um beijo, amore mio. Un besito, cariño mio.
Olá, tudo bem? Boa tarde, senhor. Ora, ora,  não me chame de senhor, sou tão jovem ainda, e a propósito, a senhorita é encantadora. Muito obrigada. A reserva está feita em nome de quem? Alberto Ramos. Guardando mentalmente a informação, assim como o rosto daquele belo homem, a moça indicou-lhe o local de embarque. Que o senhor, digo, que você tenha uma excelente viagem. Ah sim, a terei. A propósito, estes belos olhos são de que cor? Olhos cor de mel. Dizendo isto, inclinou-se um pouco, de forma sedutora. Ah sim, olhos lindos como a dona. Obrigada. Até a volta, moça. Karen, este é o meu nome. Tendo entregado-lhe furtivamente um bilhete com seu telefone, observou o rapaz abrir um belo sorriso. Prevejo que apreciarei e muito viajar mais vezes por esta companhia. Esperamos que sim. Até a volta, Alberto. Mostrando-lhe seu belo sorriso, deu uma olhada ao seu redor e notou os olhares de inveja. É a mim que ele quer, suas recalcadas, e não a vocês, morram de inveja.
Sabrina atrasou-se e por pouco perdeu seu vôo, mas iria sair outro dali a meia hora. Paciência é uma virtude o jeito é esperar. Olhando-ao redor, avistou Alberto indo pegar seu vôo. Ainda gritou seu nome, mas em vão. Humm, esse vôo pelo visto vai para a mesma cidade que eu vou. Humm, então, será fácil de achá-lo depois. Ah, hoje esse homem não me escapa.
Alberto acomodou-se em sua poltrona e tentou dormir, mas em vão. Droga, e agora, ainda tem uma hora de vôo pela frente, e isto é muito tempo. Que droga. Notou de repente que na poltrona à sua frente, ao lado, surgiram alguns longos fios muito lisos e um pouco mal tratados. Ah, tem uma moça ruiva aqui na frente e pelo visto, está dormindo. Erguendo-se para "ajeitar" sua bagagem, deu uma pescocada pra ver-lhe o rosto e eis que era aquela garçonete, a Carla. Humm, nossa, mas que coincidência, pensou consigo. Abrindo os olhos, a moça logo percebeu que estava sendo observada, ao passo que Alberto não teve tempo de se esconder. Credo, moço, você é tarado por acas...ah, é você, aquele moço empresário? Hum, oi, mas que coincidência boa, você por aqui. Er, estou incomodando? Não, o que é isso, de jeito algum. Ain, que estou descabelada, que vergonha. Haha, que nada. Posso sentar-me contigo? Estou sozinho aqui, abandonado, sem ninguém para conversar. Ah sim, sim. Por favor. Olhando-o bem nos olhos, a moça respirou fundo e perguntou seu nome. Ah, o meu é Alberto, Alberto Ramos, mas e o seu? Humm, meu nome é Carla, Carla com 'c'. Carla Viana. Hum, prazer. Sabe que é a primeira vez que conversamos de verdade? Hum, sim, é verdade. É viagem a negócios? Sim, pior que é. Rs, imagino que devem ser meio chatas essas viagens. Ah, mas não quando temos uma bela companhia tão agradável. Ah, mas e você? Viagem a passeio? Desculpe, mas não pude deixar seus olhos um pouco vermelhos. Ah, a história é um pouco comprida, se importa? Não, temos um tempo pela frente. Ok, vou contar então.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Vamos viajar?

Capítulo 24

Dona Sabrina. Sim, doutor. Faça uma ligação. Para quem? Para aquele seu amigo, o tal ator. Como é mesmo o nome dele, Miguel? Isso, Miguel Rosa. Pois, faça a ligação e diga-lhe que quero falar sobre um assunto particular. Hmmm, doutor. Olha que ele vai gostar do senhor, que é bem apanhado. Ora, contenha-se e entre já em contato com ele. Sim, senhor. Já estou ligando. Pra ontem.
Alô, Miguel? Sou eu. Quem é? Como assim, quem é? Tá tirando uma com minha cara? Ráaaa! Claro que sei quem é, é uma mulher maravilhosa, um modelo de perfeição, mas que tem mau hálito, chulé e um bafo de múmia desgraçado. Filho da puta, se eu te pegar, eu te mato. Ah, mas mate depois do chá das cinco, poooor favoooor. Mas, vem cá, o que manda? Faz tempinho que não nos falamos... Ah, é que o Doutor Jorge mandou te ligar. Ah sim, aquele pão. E o que aquele deus grego quer falar com um simples mortal, como euzinho? Aliás, como ele me conhece, falando nisso? Eu, um pobre diabo... A louca, mesmo! E não foi você que recentemente estrelou uma peça de sucesso? Qualquer um te conhece, hoje em dia. Ah sei. Então quer dizer que o doutor quer uma atuação minha exclusivíssima, é isso? Posso lhe ensinar algumas coisinhas, uns truques novos...Juliana, eu estou falando ao fone... Ei, do que me chamou, agora? Juliana? Hahaha, eu tava falando com uma moça daqui, e esqueci de tirar o fone da boca. Mas, e a Melissa, tem visto, tem falado com ela? Ué, tem certeza que é dela que você quer mesmo saber? Sagaz, como sempre, Sah! Não me chame de Sah, nunca mais! Uh, a louca! Ficou toda nervosinha, ela vai me morder! Ai ai, ui, ui. Grrrr, fdp, você sabe que não gosto desse apelido. Sei de nada não, mas sei que eu tô com fome já. Não quer almoçar comigo e ai você me fala mais do "seu" doutor? Humm, mas antes disso, que dia posso marcar uma reunião com ele? Informe-o que estou livre daqui a dois dias. Humm, está bem, então. Onde nos encontramos? Naquele nosso restaurante, aquele. Meio dia em ponto. Ok, até lá, beijo. Beijo. Miguel, quem era? Minha amiga Sah. A propósito, Juh, está espetacularmente sedutora nesse vestido longo. Ai, eu pegava. Pegava nada. Não pego porque não gosto de moças feito você. "Moças, igual a mim"? Desde quando? Ah, você é exceção. Hahaha, palhaço.
Alberto? Sim, Melissa. Aí, eu estou indo ao salão. Resolvi mudar meu visual, para ficar mais jovem. Humm, mas meu amor você ainda é muito jovem. Hummmm, e ainda por cima ficará mais sexy do que já é. Mas, essa é a intenção, bobinho. E, também, vou fazer uma transformação geral. Como assim? De que jeito? Ah, é sur-pre-sa. Só sei que você vai me amar mais ainda. Se eu te reconhecer, sim. O que disse, seu cachorro? Que vou te amar muito mais, com certeza. Bom garoto, ainda tem amor à vida.
Ah, Melissa, será que pode pegar hoje o Marinho? Sim, mas por quê, vai fazer algo hoje? Sim, tenho às quatro horas um vôo marcado e só devo retornar de noitinha. Humm, ok. Cuidado lá, hein? Tá preocupada comigo, meu amor? Oxe, mas é claro que sim. Não,  aliás, estou pensando com meus botões sobre quem seria essa tal cliente que você irá encontrar. Sabrina, talvez? Gasp, como assim, amor? Ué, você não me falou agora que iria se reunir com uma cliente? Er, eu disse isso? Como assim? Ah, brincadeirinha, seu bobo. Humm, assim você me mata de susto. Haha, sabe que adoro meu marido gostosão, jamais o gostaria dele morto.  Te amo, seu bobo que tanto adoro. Também te amo. Mas, me dê um beijo já pra me dar força na reunião. Humm, um só? E vpcê acha que vou me contentar só com um beijo? Ande, venha cá, minha Melissa.
Juliana? Sim, Miguel? Tudo certo pro vôo das quatro? Sim, como sempre, mas porquê duas reservas? Ora, pq VOCÊ vai comigo. O que eu faria sem minha assistente linda e maravilhosa? Humm, se quiser, posso ir. Mas, é pra ir mesmo, é uma ordem. Amanhã cedinho retornamos. Mas, ei, só reservei um quarto. Ora, você pode dormir comigo, sou inofensivo. Embora, pensando bem, em se tratando de você, posso mudar de ideia e querer te atacar no meio da noite. Não me olhe com essa cara, não tem consciência do seu poder de sedução? Haha, palhaço mesmo. Por mim, tudo bem. A propósito, vai mesmo almoçar com a tal moça? Conhece-a faz tempo? Ah a Sabrina. Sim, somos amigos faz um tempinho já. Mas, ela é uma pessoa confiável? E em quem se pode confiar hoje em dia? Acho que só em você eu posso confiar, minha cara. Oh, quanta honra.
Senhora Sabrina? Sim, doutor? E, então? Ah, sim, sim. Ele pode conversar com o senhor daqui a dois dias. Ok, marque os detalhes e me informe depois. A propósito, estou faminto. Gostaria de me acompanhar? Ah, doutor, já combinei de almoçar com ele. "Ele? Sim, o meu amigo, Miguel. Ah sim, havia esquecido por um instante que eram amigos. Está bem, até depois. Ah, doutor, após o almoço tenho médico e às quatro tenho que pegar avião pra minha terra, então, não conseguirei voltar à tarde Hum, mas amanhã já terei retornado. Ok, então, boa viagem e também... Hã, doutor? Nada, não é nada.Bom,  até amanhã, dona Sabrina e se cuide. Obrigada, doutor, até amanhã, então.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O sexo que fazemos é pura categoria

Capítulo 23

Em casa, no quarto do casal, Alberto foi abraçar a esposa. Sai. De. Perto. Pensa que eu esqueci da ceninha com aquela vagabunda? Credo, amor. Credo, o escambau. Se encostar em mim hoje, vai perder aquilo que você mais ama. O quê, você? Não fique com gracinhas que hoje seu passe tá valendo quase nada. Humpf!! Sexo hoje, então, nem pensar. À esta menção, ele se lembrou instantaneamente de quão maravilhosa foi a tarde e deixou escapar um leve sorriso. O quê, eu falando com você e você pensando em outra coisa? Aposto que é naquela magrela desgraçada!! Não, amor, só pensei em como você fica linda, quando fica nervosa. Humpf! Não mude de assunto (passando a mão nos cabelos). Ah, Melissa, como você sabia sobre do Marinho? Segundo o que sua mãe disse para nós e também o que vimos, ele estava bem. Deixe de ser besta, Alberto, pois sabia que eu tive um pressentimento. Eu senti claramente que iriam levar nosso filho embora. Já se esqueceu de como é forte o instinto maternal? Ah, isso é verdade. Fora que o fato de não havia mais ninguém lá, não é bom sinal. Ah, mas que bom que você pressentiu isso. Mas, devia ser somente coincidência. Afinal, quem iria querer fazer mal ao nosso garoto?? Ain, que dor no peito agora!! O que foi, amor? Um aperto forte no peito, uma angústia. Alberto, temos que tomar muito, muito cuidado. Sinto que tem alguém visando nosso filho. O quê, como assim? Você ficou burrinho, agora? Não sei te explicar, mas tive um forte pressentimento agora que podemos perder nosso filho. Credo, mulher, eu que não vou deixar isso acontecer. Jamais!!
Amor, vem deitar. Amanhã, você não tem consulta? Pois não vou. Amanhã cedinho desmarco. Humpf. Cachorro! Me traindo com uma desmilinguida sem sal. Que mau gosto, hein? E euzinha aqui, esse poço de beleza e sedução. Teria coragem de me trocar por outra? - com os cabelos soltos e os braços em volta do pescoço do homem. E você acha que eu resisto a "uma" Melissa? Como é que é? Ah, depois te explico. Agora vem cá que vou te mostrar como se faz para agradar quem se ama. Convencido! Meu gato gostoso, eu é que vou te mostrar como agradar. Você não me aguenta. Ah é, vamos ver quem dá mais, então. Rá! Rá!
De manhã, toca o telefone...bom dia, é a senhora Sabrina falando? (Sou eu sim, seu demônio dos infernos!!!). Sim, sou eu mesmo. Estou somente ligando para confirmar a consulta com o doutor. (Enfia essa consulta no seu %&&#@**, sua vaca maldita!!! E quando eu te encontrar, arranho todinha essa sua cara de peroba). Ah, terei que desmarcar, pois infelizmente, não acordei disposta. (Sua desgraçada, morra lentamente no caldeirão do inferno). Ah, tudo bem, senhora. Podemos marcar para outro dia, se preferir. Ah, não, pode deixar, neste momento prefiro não decidir nada, mas assim que melhorar, eu mesma entrarei em contato. Tudo bem, senhora. Tenha um bom dia. Você também (quero é que morra).
E então, ela virá? Não, ela desmarcou a consulta. Ah que pena, hoje seria uma consulta especial. Como assim? Ora, ora, quem sabe o que poderia acontecer com uma paciente sem memória e um doutor experiente e sabido? Está falando de hipnotismo? Mas, eu não disse nada, você é que está falando. Está bem, como se eu não te conhecesse bem, doutor. Não, você não conhece. Nunca iremos saber de fato tudo que se possa passar na cabeça de alguém. Disse isso, enquanto olhava pela janela, com a voz distante e os olhos avistando o horizonte. Olhando para a rua, avistou uma loira de parar o trânsito e seu olhar pousou sobre o decote da moça. Ah, essa eu pegava! Como, doutor? Nada, dona Sabrina, nada.
Amor, quem era ao telefone? Era a tal safada magrela, como você mesma a chamou? Aposto que ela sentiu saudades de mim... Putz, credo, amor, quase me acerta com o vaso. Isso foi só um aviso para não cutucar uma onça com vara curta. Está bem, está bem. Mas, aliás, que onça, hein? Olha só que marcas profundas de unha aqui. Caham, sim, era aquela vaca maldita da secretária ligando para confirmar a consulta. Humm, e você não vai? Claro que não, seu desligado! Te falei ontem à noite que iria desmarcar. Ah sim. Também, como eu poderia prestar atenção em alguma coisa, quando eu tinha tal mulher deslumbrante bem na minha frente? Humpf! Ah, vem cá, amor. Ah, nem vem me beijando porque ainda tô brava com você. Não, pode parar por aí mesmo. Já disse para parar... Ah, então eu paro. Se você parar agora, é um homem morto.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

O perigo se aproxima...

Capítulo 22

Atônito e embora um pouco incrédulo, Alberto acelerou o carro, pois notou na voz da mulher a urgência da ação. Como será que ela ficou sabendo sobre Marinho, não a vi em nenhum momento receber alguma mensagem... ah, esquece, homem, teu moleque não tá precisando de você? Acelera essa máquina e pé na tábua!!! Olhando-a de soslaio, Melissa parecia tranquila, mas qual nada, os olhos mostravam o nervosismo e agitação. Nem parece a mesma mulher de agora pouco...antes era uma tigresa, mas agora está aqui comigo a leoa disposta a tudo pra proteger a cria...
Em três minutos, a avó de Marinho chegou e estacionou o carro. Vendo a cena de longe, teve o ímpeto de correr até o neto, mas logo viu que ele estava bem, só estava conversando com dois professores. Ué, mas professores sem jalecos? E as outras crianças? Xi... Marinho, Marinho, cadê você, menino? Vóvó!! Correndo pros braços da vó, deu-lhe um abraço apertado e um beijo. Vó, tudo bem? Tudo meu bem, meu filho. Ah, vó, conheci uns amigos de infância do papai. Humm, filho, então me apresente a eles. Onde eles estão? Ah, eles estão ali...ah, já foram embora? Que droga, perdi meu sorvete. Ah! que chato, hein? Então, pensou a senhora, Melissa pressentiu corretamente, Marinho tava mesmo em perigo. Mas, vó, porque veio me buscar? E o papai? Ah! sua mãe pediu pra vir na frente por que eles iriam atrasar. Ah, olha eles ali. A mamãe veio junto? Oba!
Estacionando rapidamente, o casal saiu de pressa do carro, mas logo notaram que o garoto estava em segurança. Ah, papai, tinha uns amigos seus aqui há pouco. É mesmo, filho? Onde eles estão, estão no banheiro  por acaso? Não, eles já foram embora. E ainda por cima, ficaram me devendo um sorvete... Ha ha. Melissa, veja só, nosso garoto tá nos chamando pra tomar sorvete. Oba, também quero. Estou morrendo de vontade. Vem, junto, mãe? Ah filha, não sei se devo. Ah, vamos vó. Está bem, então, vamos.
Mas, então filho, como estão as aulas? Ah, pai, acabei de sair de uma, não quero falar disso. Slurpppp. Hahaha, ok, ok. Alberto, aposto que ele não vai querer falar por um tempo. Veja só a cara do malandro, devorando todo o sorvete. Mãe, o que a senhora tem? Nada não, só tava aqui pensando numas coisas, na minha casa, no Bruno sozinho lá em casa. É mesmo, como está o Buno, vovó?? Forte e levado, como sempre, e com saudades de você. Ah, também tenho saudades dele. Queria tanto visitá-lo...papai, papai quando iremos na vovó? Em breve, filho, em breve...
E então, como foi a ação? Não deu certo, pelo que estou vendo, seus, seus incompetentes! Ah, mas estava quase dando certo, só que de repente a família dele apareceu e aí melou tudo. Bom, eu lhes darei somente mais uma chance, mas já sabem o que acontece caso falharem novamente, não-é-mesmo? Sim, sim, com toda certeza. Sabemos bem, não iremos falhar não, da próxima vez, vamos conseguir sim...Ah, sumam daqui!! Imediatamente!!
Droga, maldita Melissa! Você é mesmo uma desgraçada. Você falhou comigo e por isso terá que pagar o que fez. Porém, não irá sofrer diretamente, mas sim através de seus entes queridos. E depois disto, será a sua vez!! Hihihehehahaha!!!

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Meu Deus, meu filho!

Capítulo 21

Amaram-se, ambos os corpos desejando a união total e integral, assim como dois elementos se fundem e se tornam um só. Corpo, alma. Homem, mulher. Tesão, paixão. Todo conjunto possível de fatores convergindo para um só caminho: prazer, puro e absoluto.
Alberto levantou-se da cama e contemplou a mulher nua com a qual fizera amor. Realmente, uma bela mulher e sempre surpreendente, além de insaciável. Ai, caramba, hora de buscar o Marinho já. Que vacilo. Hum, ela está dormindo tão gostoso. Acordo-a ou vou e deixo um bilhete? Humm, melhor acordá-la. Melissa, por favor, acorde, preciso ir. Hummmm, que soninho gostoso e também um sonho com um homem tão maravilhoso...epa, quem é você? Aliás, onde estou, e ainda por cima nua? Pera aí que vou gritar por socorro. Socorr... Ei, calma, calma, Melissa, sou eu, Alberto, não se lembra? Kkkkk, claro que sei quem você é, seu bobo. Precisava olhar para a sua cara de agora. Filha da mãe, me pegou mesmo agora. Nossa, por um momento, pensei mesmo que iria chamar a polícia... E te acusar de estupro? Mas aí te prenderiam e como eu iria ficar sem meu playground preferido? Haha, que mulher! Bom, eu tenho que buscar meu filho. Ah sim, vamos, afinal foi para isto que me acordou. Deixa eu pôr a roupa, só um instante. Er, ah sim...
A caminho, o pai de Marinho estava pensativo. Acho que tudo vai acabar bem, tomara que sim. Mas mal imaginava o que lá acontecia naquele instante...
Marinho? Não sou Marinho não. E, quem são vocês? Ah, me disseram que Marinho era um garoto muito bonito mas também esperto. E pelo visto, puxou mesmo ao pai, não é, meu amor? Sim, com certeza. Alberto realmente tem um garoto e tanto, e é a cara dele. De onde vocês conhecem meu pai? Ora, ora, somos amigos de colégio dele. Falando nisso, falei com ele hoje e ele falou de você. Você gosta de sorvete, não é mesmo? Hã, sim...não gostaria de antes de ir pra casa tomar um? Não sei, daqui a pouco meu pai passa aqui pra me pegar.. Ora, vai ser rapidinho, você toma o sorvete e em seguida te trazemos. Ah, está bem!!
Alberto! Alberto! Falta muito pra chegar lá? Cerca de meia hora, mas por quê? Tive uma intuição agora de algo ruim... (0943786498) Mamãe, mamãe? O que foi, Melissa? Hã, Melissa, o que foi? Cale-se, Alberto! Mamãe, escute-me com atenção e sem pergunta por que não há tempo a perder. Está bem, o que foi, filha? Mamãe, saia voando agora e por favor pegue o Marinho. Sinto que vão levar meu filho! Meu Deus! Está bem, já estou indo.
Hã, Melissa, o que aconteceu, algo grave? Alberto, é o Marinho, tem alguém querendo levar nosso filho embora, eu sinto isso bem forte. "Nosso filho", você disse? Claro que nosso filho, ou você acha que ele nasceu de chocadeira??

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Quando dois corpos se unem, há uma verdadeira fusão química no ar

Capítulo 20

O quarto era luxuoso e requintado, assim como convinha a um lugar cinco estrelas. Paredes e teto espelhados, frigobar com bebidas maravilhosas. Ofurô, óleos e loções aromáticos. Televisão cuja programação continha somente canais adultos. E a propósito, para aqueles que desejassem, havia um menu na cor rosa, para aqueles que necessitassem de brinquedinhos, com uma vasta gama de opções. Melissa ficou impressionada mas procurou não demonstrar, mantendo-se calma.
Então, quer descansar um pouco antes de discutirmos negócios? Talvez relaxar com um banho? Aqui, eles tem ofurô. Ah sim, gostaria muito. Mas, você não vai se entediar em me esperar? Estou mesmo cansada e posso demorar um pouco.... Humm, ah não se preocupe. Se eu me entediar, assisto um filminho aqui. Pode ir, tranquila, afinal, por que a pressa?... Humm, ok.
Estando a moça no banho, Alberto mandou mensagem pra pessoa que tinha tentado falar com ele antes. "Olá, minha linda, não deu para falar aquela hora. Era uma reunião importante com vários clientes japoneses; ainda não acabou, mas consegui escapar para falar contigo. Mais tarde eu te ligo, afinal precisamos continuar o nosso assunto, certo? Um beijo nessa boca maravilhosa". Terminada a mensagem, tocou o telefone e era sua braço direito. Onde o senhor está? Ah, numa reunião, por quê? Ligou aqui um senhor com o mesmo nome daquele ator famoso, aquele galã, Miguel Rosa. Ele queria muito falar contigo. Hummm. Ligue de volta e peça que ele venha falar comigo às dez. Tudo bem, senhor. A propósito essa tal reunião não estava agendada. É com alguém especial, não é? Mais que especial. É "uma" Melissa. Ah sim, sim. Entendo. Até logo, senhor. Até. E a propósito, vá pra casa descansar. Você merece. Senhor, já falei que te amo? Já, mas que minha mulher não saiba do nosso caso. Haha, o senhor é sempre espirituoso. Até logo.
O que sua esposa não pode saber? Ah, Melissa. Na verdade, é sobre meu caso com a secretária, kkkkkk. Ah, não faça essa cara. Dona Palmira é um amor de pessoa e muito eficiente, inclusive, é quase como uma mãe para mim. Sei, sei. Você pode até ter quem você quiser, mas aqui neste instante você é inteiramente meu. Vem cá que eu vou te fazer esquecer Dona Palmira, Maria, ou quem quer que seja. Hmmmm. Deixando cair lentamente o seu robe, o que revelava-lhe o corpo nu, Melissa tomou a iniciativa e beijou-o com sofreguidão. Wow, mas você sabe mesmo como ligar um homem combalido como eu. Você não viu nada, ainda. Não disse que não me subestimasse por ser jovem? Vou te mostrar que sou jovem mas boto muitas no chinelo.
Enquanto isso, em um quarto ao lado, o Doutor Jorge fumava tranquilamente enquanto o casal à sua frente se amava loucamente. Olhava a cena, mas seus pensamentos estavam longe, bem longe..
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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Melissa, verbete

Capítulo 19

Melissa foi pega de surpresa ao saber disso, e imaginou como deveria ser deslumbrante aquela mulher. Mas, ela com certeza o era bem mais!! Mais linda e poderosa, fora que no auge dos dezoito tinha tudo no lugar. Duvido que ela tenha esses seios e bumbum durinhos, como eu tenho. Ah vá!
Ah, Alberto, eu adoraria sair daqui para algum lugar. Que tal minha casa? Assim, podemos tratar melhor de negócios, o que acha? Hum, não. Prefiro um motel, é bem melhor. Humm, boa pedida. Deixa eu só fechar a conta, então. Ei, moça. Pois não? Gostaria de encerrar a conta (dita com um sorriso maroto). É pra já (olhos brilhando). Antes de sair, Alberto deixou uma gorjeta e desta vez o sorriso foi mais aberto, o qual foi recebido com outro sorriso, só que mais contido. Toda a ação, é claro, foi notada, mas Melissa só pensava em ficar com aquele homem que sempre mexia com ela. Não admitiria nunca, mas não deixava de pensar nele. E também no último encontro, ela nem se deu conta de nada. Portanto, agora iria aproveitar tudo, ciente de tudo. Mas não escapou-lhe o pensamento de que o esporte preferido do homem era o flerte. Afinal, com um mulherão como ela, como ele iria pensar em sair com uma desmilinguida como essa atendentezinha? Nem carne direito ela tem, humpf!
Saindo do local, passavam um monte de coisas pela cabeça de Alberto, e uma delas era como a situação atual era inusitada. Nunca fora santo, assim como muitos homens não o são. Mas, sair com essa Melissa, sendo casado com Melissa, era um tanto quanto irônico. Ah, pára de pensar tanto, cara, e vai na vibe. Sentiu de repente a moça pousar a cabeça em seu ombro. Tão linda e perfumada, como sempre. Hum, mas não lembro desse perfume...o telefone, em seu bolso, começou em instantes a vibrar..
Humm, já até sei quem está tentando me ligar, mas, na boa, vai esperar. Afinal, quem dispensaria "uma" Melissa? Poderia ter todas as mulheres que quisesse, mas, sinceramente se tinha uma pessoa que mexia intensamente com seus pensamentos, sentidos e o deixava ligado, era "ela". Melissa. E, perder essa sensação só se fosse maluco...Melissa. Humm. Deveria ser até verbete de dicionário com o significado de mulher fatal.
Chegando no motel, Alberto sorriu animadamente para a atendente que lhe entregou as chaves de uma suíte. Moça morena, altura cerca de 1,60m, cabelos curtinhos e repicados, um pouco acima do peso, sorriso cativante, olhos castanho-claros, cerca de 31 anos. Melissa só deu uma olhada e logo constatou que pelo visto o rapaz conhecia todas as mulheres da cidade, mas com certeza, o "conhecer" bíblico. Mas, ela era segura consigo mesma e ficou na boa. 
Seguiram para o quarto, afinal. Assim que saíram, logo em seguida, entrou no hotel um trio. Uma mulher e dois homens. Boa tarde, pois não? Gostaria de uma suíte para três pessoas. Perdão, senhora, mas a reserva em nome de quem? Confira nos seus arquivos, por favor, uma reserva feita em nome do Dr. Mendes. Pois não. Aqui estão a chave. Espera, o senhor não é o famoso...? Hummm, talvez sim, talvez não...porém, acredito que essa singela nota de cem reais a fará "esquecer" que me viu por aqui, certo? Sim, com toda certeza.


domingo, 2 de agosto de 2015

Melissas, Sabrinas

Capítulo 18


De fato, Alberto ficou intrigado ao saber que "esta" Melissa tinha uma amiga chamada Sabrina. Teve vontade de perguntar a descrição, mas teve medo de melindrar sua acompanhante. Normalmente, mulheres sempre competem entre si. Inclusive, amigas, aliás, melhores amigas. Mas logo concluiu que era apenas coincidência, afinal, Melissa ou Sabrina eram nomes muito comuns. De forma alguma, "essa" Sabrina seria a mesma com a qual flertara momentos antes. Hmmm, mas será que era outro mulherão?
Então, Melissa, já que nos encontramos novamente aqui neste simpático lugar, não gostaria de beber algo?  Um refrigerante, talvez?  Cerveja, meu caro. Não me tome por uma menininha que não possa tomar bebidas mais fortes... Ah sim, claro, rs. Ei, moça! Pois não? Traga-nos duas cervejas por favor. É, pra já, senhor. Ó, não me chame de senhor. Afinal, não sou mais velho, ou será que estou tão acabado assim? Não, não, de jeito algum...já trago as bebidas. Que moça mais eficiente, e prestativa, além de bonitinha, disse Alberto, o que foi ouvido pela garçonete, que se afastava. Ai, esse moço é um sonho mesmo e pelo visto, sabe bem como agradar uma mulher. Hmmm, será que devo? Por que não tentar, talvez leve um não. Ou um sim...ai, ai, Carla, sua louca, tá arriscando seu pescoço, mas vale a pena. Hmmmm.
Tendo chegado as bebidas, Alberto notou que no rodapé da conta havia uma certa combinação de números e um nome. Rápida e discretamente, tomou nota mental do número e também do nome...mas, então, você disse estar procurando sua amiga. Sim, eu e aquela vaca somos inseparáveis desde a infância. Unha e carne, praticamente grudadas. Ah sim. Ddesculpa perguntar, mas essa sua amiga tem sua idade? Não, ela é um pouco mais velha que eu...mas, espera, por que falar justamente da minha amiga, quando podemos falar, por exemplo, de mim. Ou então de você. Ou de nós.
A garçonete olhou o casal de longe enquanto servia outras mesas. São tão bonitos juntos, e combinam tanto, mas hei de pegar esse homem. Também tenho boa aparência e confiança de sobra. Isso sim. Hein, por favor, senhorita? Pois não? Gostaria de encerrar a conta. Pois não, senhor, em um instante. Levantando-se com classe, a tal figura misteriosa que observara tudo que acontecera com Alberto e suas acompanhantes, deixou uma bela gorjeta para a garçonete e sorriu-lhe. Gostei muito desse lugar, com certeza voltarei mais vezes. Obrigado pela preferência e volte sempre, senhor. 


A propósito, até agora não sei seu nome. Alberto. E o seu? Mel. Melissa. Humm, que lindo nome e combina bem com sua portadora. Humm, obrigada. Seu nome também combina bem contigo, tem uma sonoridade forte, então cai bem para um homem tão lindo e forte. Com certeza, sua esposa é uma mulher de muita sorte. Haha, eu que sou sortudo por ser casado com aquela figura... ahn, o que foi? Você hesitou por um instante. Hum. É que na verdade você e ela são um pouco parecidas. E tem outra coisa também? O quê, Alberto. Vocês compartilham o mesmo nome. O que disse agora? Que ela tem o mesmo nome que você, Melissa.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Simplesmente Melissa

Capítulo 17

Engolindo em seco, o marido de Melissa procurou não ceder ao impulso que acomete os homens com culpa no cartório. Impulso este de de cara tentar se desculpar. Ou seja, ficou um pouco em silêncio tentando ganhar tempo, pois sabia que o tempo iria fechar feio pro seu lado. Hum, amor, então. Ah, eu peguei o contato dela quando marcamos a reunião aqui. Hummmm, vi mesmo o tanto de "contato" entre vocês. Aliás, eu e todo o recinto, não é, senhor Alberto?? Ah que ódio, eu morrendo de dor de cabeça, saio de casa para tentar relaxar, entro aqui e dou de cara com meu marido junto a uma mulher super atraente. E a mão dela no seu ombro, então? Se demoro mais um pouco, será que a mão dela iria passear pela sua perna também? Grrrrr.
Alberto sabia muito bem que não adiantava nada negar. Tá, amor, eu admito. Errei feio. Mas, não fizemos nada de demais, só conversamos amigavelmente... Não fizeram nada de mal, o escambau, seu tremendo cara de pau! Nada de demais você diz, mas pensa que não vi seu olho fixado no decote e nas coxas dela? E o jeito lânguido dela para cima de vc? Só não se jogou no seu colo por medo do pessoal todo e o que iriam dizer, é bem provável. Nossa, amor, não sabia que meu passe estava valendo tanto assim. Sem gracinhas que a sua batata só começou a esquentar! Glup.
Ain, que minha vista escureceu de repente. Putz, minha cabeça! Ai que essa joça parece que vai explodir... Amor, amor! Melissa, tudo bem? É mais uma daquelas malditas dores de cabeça, não tá vendo? Desculpe, fiquei preocupado ao te ver assim...Já vai passar, sempre passa...ah, eu vou até o banheiro e lavo o rosto, assim a crise logo passa. Está bem, espero que melhore logo, meu bem...
No banheiro, Melissa lavou o rosto e desejou fortemente que a dor de cabeça logo passasse. E junto a isso, a raiva do marido com aquelazinha. Grrrrrr.
Melissa abaixou a cabeça e em alguns instantes se levantou. Olhando-se no espelho, apesar da aparência cansada, achou-se maravilhosa. Linda, vitaminada e poderosa! Sou muito melhor que aquela desgraçada...epa, que eu tô fazendo aqui? Parece que estou no banheiro de um estabelecimento. Ah, mais uma crise de loucura, pelo visto. Nem sei direito onde estou...deixa eu sair e perguntar onde estou a algum atendente...
Melissa, você já está bem, meu amor? Ah, é você, gatão?? Há quanto tempo, não? Onde estamos, afinal? como assim, hã... então, pois é, viemos parar numa lanchonete. Ué e sua mulher não liga de você estar aqui, neste lugar com uma moça tão jovem e atraente, como eu? Haha, esse bom humor da juventude é contagiante. Na verdade, se ela souber, ela me mata, mas o lance é que não estou galinhando. É sério, não precisa fazer essa cara incrédula. Juro que estou aqui a negócios, vim conversar com uma cliente, mas ela já se foi. Hummm, e por que não a acompanhou? Você tem a maior pinta de um elegante cavalheiro (além de um tremendo gato). Ora, bondade a sua. Bom, eu até iria junto, mas ela preferiu ir sozinha. E também, logo eu notei que você estava sozinha e assim, eu resolvi puxar papo. Haha, tá certo, e a propósito, seu filho? Como está? Aquele dia ele deve ter me achado estranha, aliás eu nem lembro como saí de lá. Ah, não ligue pra detalhes, o importante é que estamos os dois firmes e fortes. Olhando para os seios dela rapidamente, repetiu o adjetivo. É, firmes mesmo. E estamos juntos, eu e você. Que tal esticarmos daqui para outro lugar...?
Humm sei não. Ah, putz, eu tinha que falar com a Sabrina, aquela vaca. Mas nem imagino onde ela vai estar...pera aí, você disse, Sabrina? Você tem uma amiga chamada Sabrina? Sim, minha melhor amiga, por quê? Antes de responder, Alberto registrou mentalmente aquela informação. 

quarta-feira, 8 de julho de 2015

A hora de a onça beber água

Capítulo 16

Duas mulheres muito atraentes e um homem muito apanhado. Realmente, um trio que chama muito a atenção, transpiram elegância e glamour, além da beleza. Espera, se bem ouvi direito, a mulher bonitona que acabou de chegar o chamou de "meu amor",  talvez seu marido? E estranhamente o olhar dela parecia meio frio ao dirigir-se à outra mulher, apesar da voz ter soado calma. Vish, será que vai sair briga? Ai ai ai, era o que faltava, não gosto muito de brigas e também este local começou faz pouco tempo a ficar bem frequentado...
Avanço no pescoço dessa vagabunda, arranco todos os cabelos e desse cachorro eu corto fora o que lhe é mais importante? Ou finjo que tropeco e derrubo molho de ketchup na roupa e no cabelo dela enquanto faço um barraco? Ou ainda, mato os dois juntinhos, fatio e depois jogo pros cachorros das redondezas? Ah, que raiva! Cliente? Sei. Essazinha deve estar dando em cima e ele dando corda ainda. Ainda mais, a mão dela que estava sobre seu ombro. E parecem tão íntimos!! Mas ambos vão ver só! Principalmente essa cadela maldita!!!
Hã, oi amor...que coincidência agradável você por aqui. Sente-se, já tomamos alguma que tal fazer um pedido. Vai querer alguma coisa? - sua cabeça numa bandeja - pensou, Melissa. Ah, um misto quente e um suco bem gelado de manga. Humm, boa escolha. Ei, garçonete, por favor, outro pedido para nós! Misto quente e um suco de mangá, mas bem gelado, hein? E para você, uma gorjetinha. Ora, ora, "gorjeta", Alberto. Este estabelecimento não é um restaurante, sabia? Ah, amor, é minha forma de valorizar o serviço deles daqui. E essa moça sempre me é muito simpática. Humm, amor, então, costuma sempre tratar de "negócios" por aqui? Er...sim, sim, gosto deste local, ainda mais destes pôsteres ali. Reparou que o Freddie Mercury está ao lado do Renato Russo? Sim, notei. Ah, dona Sabrina, por que está tão calada? Peço desculpas por ter atrapalhado a reunião de vocês, mas é que precisava distrair a cabeça. Não foi minha intenção atrapalhar, juro, nem sabia que Alberto estava por aqui. Ah não, que isso, dona Melissa, imagina. Senhora, seu pedido. O atendente olhou para Melissa e pensou. Essa moça é tão bonita, deslumbrante. Mas, espera, ela não tinha vindo mais cedo? Ou estou imaginando coisas? Bom, é que ela é tão linda e chama tanto a atenção que tenho impressão que a vejo sempre por aqui. E também, por aqui, passam tantas pessoas diferentes, como eu iria ter certeza disso? Ah, esquece, foco no serviço, Carla. 
Então, como estávamos conversando, dona Sabrina, a senhora tem pensado em adquirir um imóvel? Sendo uma moça solteira e jovem, temos excelentes planos e moderníssimos e arrojados apês. Ah, não sei ao certo, realmente o senhor me mostrou tantas opções que eu fiquei tontinha...talvez, se não for incômodo, a senhora Melissa poderia me ajudar a escolher? Com...todo...prazer...ok, então. 
Humm, o relógio acusa onze horas, preciso voltar pra clínica, e também logo chega a hora do almoço. Senhor Alberto, poderia me mandar por favor mais projetos por email? Vou ver se mais tarde consigo analisar as opções. Ok, sem problemas. Dona Melissa, muito obrigada pela ajuda mas não sei, realmente não consegui me decidir por nada. Desculpe o incômodo. Não há de quê. Ah, a propósito, é possível a senhora ir amanhã às dez na clínica? O doutor Jorge já irá voltar hoje e, como agradecimento pela sua ajuda, encaixarei seu nome na agenda. Ok, estarei lá no horário estipulado. Boa sorte com a escolha do imóvel, dona Sabrina e até amanhã. Obrigado, dona Melissa e até amanhã.
Amor, espero que não tenha ficado enciumada da Sabrina. Conversamos o tempo todo somente sobre a questão de um apê no estilo que ela queria. Que pena somente que ela está bastante indecisa, mas estou confiando sinceramente que ela logo se decida e fechemos negócio. Amor, estou falando contigo, tá me ouvindo? Sim, Alberto, estou te ouvindo. A propósito, vi que você ficou de enviar um email pra ela. Mas, também percebi que ela não te passou o email dela antes de ir embora ou mesmo telefone para contato. Alberto, por acaso, já faz tempo que vocês mantém contato, sem eu saber?

sexta-feira, 3 de julho de 2015

A dois passos do perigo

Capítulo 15

Bem mais calma, Sabrina olhou e sorriu. Ora, ora. Pois é, estou aqui. Chegou faz tempo? Ah, nem tanto, se pá, devo ter chegado um pouco antes de vocês. Mas, credo você parece um pouco perturbada, será que é por minha causa?...ah, já sei, tem gatinho novo na área. E aposto que daqui a pouco ele pinta por aqui. Ah, não me olhe com essa cara, não. Não tenho por costume pegar homem de outra, você bem sabe...
Sabrina pensou: sua vaca. Pensou, mas não disse, obviamente. Ah, de fato, é um homem e tanto, mas estamos nos conhecendo ainda. Marcamos encontro e estou aguardando ele por aqui. Oxe, mas nem parece a Sabrina que conheço, sempre tão cheia de si. Mas, enfim, tava mesmo à sua procura. Sabe aquele doutor bonitão que me falou, outro dia? Será que você não tem o telefone lá da clínica? Ahn, doutor Jorge alguma coisa. É Jorge Mendes. E, aliás eu até tenho, mas não aqui nesta bolsa. Mas, vem cá, aposto que você resolveu finalmente experimentar o mesmo tratamento que tive, né não? Ah vá, como se eu fosse você, tão impetuosa assim. São as dores de cabeça, outro dia tive uma que custou horas a passar. E remédio nenhum dá jeito...
Ai de novo a desgraça dessa dor! Putz, mas, pelo jeito a coisa tá feia mesmo. Melhor correr no médico, hein? Vai que é algo mais grave? Credo, vira essa boca pra lá. Sou muito nova para conhecer o outro lado de lá...ai, eu tava ainda esperando para ver seu peguete ou seja lá o que seja, mas acho que vou é desistir. Ah, sabia que era isso mesmo. É, mas realmente ele está atrasado. Espero que venha, se não, não vai dar certo... Se não, o quê, Sah? Ah, nada não. Sei, sei. Mas quando ele chegar, diga que uma amiga mandou um beijo daqueles bem provocantes. Ora, sai fora, antes que eu te rogue uma praga, sua desaforada!! Haha, vou rapidinho antes que essa praga me alcance. Vê se não se estressa muito esperando. E você, trata logo essas dores. Podexá, beijo. Beijo. Rum!
Cerca de dez minutos depois, finalmente chegou Alberto. Droga, o pneu tinha que ter estourado? Affe, espero que a "cliente" não tenha desistido já... Opa, ah, que bom, achei que já tivesse ido embora. Desculpe, é que o pneu estourou no meio do caminho. Ah tudo bem, o importante é que você veio. Mas então, quer tomar algo? Um suco? Humm, não não, prefiro uma cervejinha mesmo. Uma loira geladinha para combinar com uma mulher tão deslumbrante.
Mas, vem cá, me conta mais de você? E a propósito, você parece tão jovem para o seu cargo...Ora, ora, pois uma moça de 23 anos não pode trabalhar como secretária? Ah desculpe, é que estou acostumado com secretárias bem mais velhas. Vide a minha, que tem até idade pra ser minha mãe. Haha, tudo bem, mas não precisa ficar tão na defensiva pois não fiquei brava com o comentário. Mas percebi que foi uma maneira diferente de descobrir minha idade...gostaria de saber outras coisas mais envolventes a meu respeito?
Conversando animadamente, nem perceberam uma presença que os observavam. Um certo homem com olhar um pouco sombrio a um canto, tomando uma taça de vinho, enquanto observava o casal de longe. Bebericando seu vinho, olhava-os discretamente e deixou escapar um leve sorriso...Em poucos instantes, chegou uma mulher com as mãos na cabeça enquanto dizia consigo mesma. É aqui que irei entrar, quem sabe, assim, consigo relaxar e me esquecer desse problema, que é essa dor de cabeça? Ah, Alberto, você por aqui, meu amor, não estava na sua reunião? Mas, que coincidência...Hã, dona Sabrina. Não imaginava que era você a "cliente" sobre quem Alberto havia comentado. Como tem passado?

domingo, 28 de junho de 2015

E o dia está tão lindo

Capítulo 14

No outro dia cedo, Melissa notou que Alberto parecia animado com alguma coisa. Amor, tá com uma carinha de alegre. Por acaso, vai fechar algum contrato milionário? Nossa, tá tão visível assim? Bom, hoje tenho um encontro com um cliente muito importante e se tudo correr bem, irei lucrar muito. Ah sim, está bem. Mas, noto que você está todo arrumadinho e perfumado. Sendo vaidoso, você sempre sai assim, mas meu sexto sentido me diz que aparentemente hoje há um bom motivo...Rum! vê lá se não é uma cliente que vá querer aspirar este seu perfume. Se isso acontecer, você já sabe, este corpínho, meu amor, para ti já era. Hahaha, calma, calma. De fato, "meu" cliente é uma mulher, mas sou só seu, você sabe disso. Bom, vou indo pro escritório. Até mais tarde. Rum! Até.Saindo, Alberto pensou que aquele seria um grande dia.
Em casa, Melissa estava bastante, algo lhe dizia que havia algo errado. Inquieta, cogitou de sair para espairecer mas achou melhor deixar para lá, devia ser bobagem da cabeça dela. Afinal, Alberto nunca dera motivos para desconfiança. De repente, uma dor de cabeça. E dessa vez, uma forte. Esperou um tempo para ver se passava, mas aquela persistiu por um tempo. Como não tinha remédios em casa, finalmente saiu para ir à farmácia.
Alberto trabalhou normalmente durante a manhã, e visivelmente alegre. Sua secretária particular chegou a comentar sobre sua alegria. Ih, Alberto, pelo visto, hoje a felicidade te visitou foi cedinho, hein? Adoro ver meu chefe quando está feliz, assim, tenho certeza que posso pedir aquele aumentinho. Hahaha, sua boba, seu aumentinho não precisa eu estar feliz para você receber. Já que você é meu braço direito e super eficiente, com certeza terá um aumento no fim do mês. Puxa, obrigado, Alberto. Mas, posso perguntar por que o motivo da alegria? Nada demais, é somente um encontro com uma cliente importante? Sei...Uma cliente muito bonita por sinal, mas a qual não consta na sua agenda...Ah, não se preocupe, é um caso especial o qual eu marquei pessoalmente. Está bem, então.
Faltando quinze minutos para as nove, saiu para ir ao encontro com "a cliente". Cantarolando enquanto dirigia, achou o dia bonito e com um bom clima para muita coisa. Por sua vez, Sabrina também rumou-se para lá. Estava animada com o encontro e contente pelo convite de um homem tão interessante. Por sua cabeça, rolavam planos e mais planos.

Chegando no local, Sabrina encostou-se no balcão à espera. Um pouco nervosa, procurava se acalmar para não transparecer sua ansiedade e assim, pediu um suco de limão para ir bebendo. Cerca de um minuto que já estava esperando por Alberto, ouviu uma voz que a interpelou. Sabrina, sua vaca, você por aqui? Tomando um susto, virou-se e eis quem era: sua amiga, Melissa.